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Nação do Brasil > Notícias > Bolsonaro > Os desafios da nova ordem em disputa
Bolsonaro

Os desafios da nova ordem em disputa

Nação do Brasil
Last updated: novembro 20, 2025 10:35 pm
Nação do Brasil - Nação do Brasil
25 Min Read
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Vivemos as inquietações do processo de construção de uma “nova ordem mundial”, algo a lembrar as tensões sofridas em meio às duas últimas guerras mundiais, que, ao preço conhecido, redesenharam o mundo, sua política, sua geografia e sua economia.

Os tempos de hoje, herdeiros daquelas conflagrações e da “Guerra Fria” (sua continuidade em novos termos) — e de seu principal fruto, o colapso da URSS, com a reconfiguração do mundo e da visão de mundo que representava a promessa socialista —, não lograram proporcionar o convívio com a paz: guerra da Coreia, invasão do Vietnã, as guerras de libertação nacional espalhadas pelo mundo, a hecatombe que se abateu sobre o chamado Oriente Médio etc. Passamos a lidar com a amarga sensação de viver em intervalos de guerras, pois assim a humanidade atravessou todo o século passado, e assim estamos caminhando nas primeiras décadas deste terceiro milênio, sem sabermos que guerra é esta do nosso tempo, e muito menos para onde ela está nos levando.

Sua raiz é, ainda, a disputa pela hegemonia mundial, e esta não está resolvida — nem jamais estará —, pois as soluções historicamente conhecidas são sempre pro tempore. Assim, podemos dizer que tanto a Primeira quanto a Segunda Guerra Mundial do século passado eram inevitáveis, pois atendiam a necessidades de domínio e poder de que tanto carece o imperialismo, Moloch que mais tem fome quanto mais se alimenta da dieta do dominado.

O fato novo, no quadro de guerra explícita, terá sido, nos idos do século passado, a “Guerra Fria”: o engenho político que, ao administrar as disputas, adiou o conflito temido. A polaridade dos arsenais atômicos, levados a extremos de destruição impensáveis, convenceu os senhores do mundo do desatino de um conflito que não ensejava a possibilidade de vencedores.

Em outros termos, a iminência da destruição absoluta, tornada factualmente possível, faria da paz um imperativo. O medo, ou o instinto de sobrevivência, manteve a disputa em níveis de certa razoabilidade, embora o antagonismo entre as potências produzisse ou amplificasse confrontos mortíferos na periferia do sistema. É o caráter do cenário internacional de hoje, pontuado por focos de tensão e de conflitos de toda ordem: é a paz possível, a paz assegurada por guerras sob o controle das superpotências; guerras que não terminam, que se sucedem umas às outras, enquanto afastam do horizonte imediato o grande embate do fim dos tempos.

A disputa pela hegemonia se mantém de pé, mas a “grande guerra”, agora, opera-se “pelas beiradas”. A Segunda Guerra Mundial (1939–1945) pôs em cena a dissensão intercapitalista ao opor o Eixo (Alemanha, Japão, Itália) aos Aliados, condomínio que reunia, à frente de todos, os EUA e a URSS (invadida pela Alemanha), cujas respectivas vitórias políticas, militares e territoriais impuseram a dita Guerra Fria. Vencida a ameaça nazista e superado o exercício intercapitalista, o conflito dos dois mundos passava a ser o confronto dos blocos comunista e capitalista. O enredo muda.

Vivemos uma outra Guerra Fria, coerente com os desafios de hoje: um intermezzo entre a polaridade comercial, política e militar escancarada (EUA – China) e seu esperável desfecho, gestado nas entranhas do processo histórico.

No desenho deste cenário em construção, os países da periferia do capitalismo não são arquitetos, mas nos incumbe saber que papel desejamos e podemos desempenhar; que espaço precisamos defender; que projetos de sociedade, nação, país podemos perseguir; é o espaço que as circunstâncias de hoje nos ensejam. É o que ditam nosso tamanho e nossa população, e é o que dita a realidade geopolítica que nos faz, brasileiros, irmãos do México.

O giro conservador que percorre o mundo como rastilho de pólvora, à beira da naturalização, e com o qual hoje convivemos — em nosso continente e em casa — não é um determinismo, muito menos capricho dos deuses. Fenômeno histórico, precisa ser compreendido, pois esta é a melhor, senão a única forma de conter seu avanço.

O enfrentamento que nos incumbe é político-ideológico, e só adquire sentido quando se transforma em ação. Os recuos do passado abriram as sendas que possibilitaram o quase livre caminhar do fascismo e de suas variações históricas, todas fundadas na brutalidade devastadora das liberdades, espancando esperanças, sonhos, projetos de uma civilização minimamente digna.

Daí a promoção da violência, de mãos dadas com o farsesco clamor pelo seu combate — este, o novo cantochão da direita, no mundo, e aqui e agora, devolvendo aos arquivos as prédicas sobre liberdade e democracia. Não se trata da violência larvar, intrínseca à sociedade de classes (violência que se nega, que se escamoteia): trata-se da violência dos aparelhos repressores dos Estados, que caminha da repressão indiscriminada de imigrantes ao genocídio de palestinos e a destruição de Gaza.

Todos estamos e devemos estar preocupados com nosso processo eleitoral, mas ele precisa ser analisado e enfrentado como desdobramento de fenômeno ainda maior, e mais importante, porque fonte de tudo: o crescimento das ideologias e da ação concertada da direita, da extrema-direita e dos reacionários de um modo geral, e sua forte influência sobre as massas populares e, portanto, sobre o comportamento político de nosso povo, como estamos vendo mais claramente desde 2018, como vimos em 2022 e como poderemos ver em 2026.

Este é o fato, concreto e contundente; mas não encerra a história toda: o dever da interpretação sociológica, superando a aparência do fenômeno, é identificar sua essência, os condicionantes da formação do pensamento de direita no Brasil, sua gênese e o desenvolvimento que vem alcançando nas últimas décadas, quando a leitura do processo social que antecedeu o fim da ditadura — nomeadamente a partir de 2002, com a ascensão de governos de centro-esquerda — sugeria o reencontro do projeto nacional-democrático, com justificadas aspirações de justiça social.

A reversão de expectativas não foi abrupta — raramente é. Em todo o mundo, a social-democracia vinha se revelando inepta para enfrentar os desafios impostos pelo mundo real. Cessada a “ameaça comunista”, o novo fantasma era a crise social (uma vez mais o desemprego, agora acicatado pela crise do trabalho; a brutal e crescente concentração de renda), quando mais alto era o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico.

Cresceram as disparidades entre as nações e, dentro delas, entre seus povos.

No Brasil, os sinais de desarranjo — ou desencanto das massas — já poderiam ser vistos a partir dos idos de 2013. O desenho retrata o avanço do pensamento e da ação da direita, com suas vinculações internacionais, palmilhando o fracasso do neoliberalismo. Ela salta das ruas, muitas vezes seguindo as regras do jogo dito democrático-representativo burguês, para conquistar a centralidade do poder no mundo que o capitalismo globaliza para melhor governar.

Refiro-me, evidentemente, à hegemonia dos EUA e, neles, à ascensão do trumpismo, o novo farol do pensamento e da ação articulada da direita, da direita tout court e da direita belicosa no mundo.

No Brasil, o registro óbvio e inevitável é o da ascensão da extrema-direita, hegemonizada pelo bolsonarismo. Trata-se de fato objetivo, nada obstante o insucesso desse campo na eleição presidencial de 2022 e a frustração do golpe de 8 de Janeiro de 2023, após maquinação de mais de quatro anos e comprometimento dos altos escalões das Forças Armadas. Maquinação que permanece na ordem do dia, pois não contou, até aqui, com ampla rejeição da sociedade.

Assim, põe-se de manifesto a complexidade do fenômeno, que não é uma contingência nossa, e não é fenômeno apenas político, mas igualmente econômico, social e cultural; e, em todas as hipóteses, interfere na qualidade do poder e na estabilidade da ordem internacional, quando, em todo o mundo — e em particular entre nós —, cresce (embora ainda livre do acirramento merecido) o conflito inerente à sociedade de classes, que o sistema, ainda quando governado pela centro-esquerda (em condomínio com a direita dita civilizada), cuida de naturalizar.

Trata-se de processo, repito, que insinua configuração global. Mas nenhum país é uma autarquia política; cuidemos, pois, de nossa história e do presente que nos aflige. Somos país no qual o processo de mudanças se converte na conservação do statu quo, e o mantra da ordem nos manda evitar qualquer risco de ruptura.

***

Fogo no parque oligárquico — Em país que se desindustrializa, o horizonte da burguesia residente é a especulação financeira: Daniel Vorcaro, preso quando tentava fugir do país, é a contrafação do Barão de Mauá que a Faria Lima e o estamento puderam produzir. O estouro do Banco Master é apenas mais um episódio de uma série: Banco Nacional, Bamerindus, Banco Santos, Banco Rural, Banco Halles, Banco Econômico… Para Maria Cristina Fernandes, colunista de mão cheia do Valor, a “prisão de Vorcaro assusta mais a política que a de Bolsonaro”. Quem mais, além dos governadores de RJ e DF, tem culpa nesse cartório e muita explicação a oferecer à Justiça e à sociedade? A punção do tumor se deveu a investigações da PF, cujos recursos a direita, na Câmara, precatadamente forceja por reduzir.

Palestina abandonada — A ONU produziu uma das páginas mais lamentáveis de sua história na última segunda-feira 17, quando o Conselho de Segurança acatou o plano neocolonial da autocracia estadunidense para consolidar a tomada de Gaza. Rússia e China, que poderiam e deveriam ter vetado a ignomínia, escolheram se abster. Países árabes e Autoridade Palestina, que tinham a obrigação — inclusive moral — de se opor à espoliação, não o fizeram. É solitário morrer em Gaza.

País no espelho – De acordo com o MDS, das 95 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico, que abriga a parcela mais vulnerável da população brasileira, mais de 60 milhões se declaram negras. Dentre elas, mais de 37 milhões são mulheres pretas e pardas. Muito além de um feriado nacional, o Dia da Consciência Negra (20/11) é uma data para reflexão do País como um todo.

(Com a colaboração de Pedro Amaral)

Vivemos as inquietações do processo de construção de uma “nova ordem mundial”, algo a lembrar as tensões sofridas em meio às duas últimas guerras mundiais, que, ao preço conhecido, redesenharam o mundo, sua política, sua geografia e sua economia.

Os tempos de hoje, herdeiros daquelas conflagrações e da “Guerra Fria” (sua continuidade em novos termos) — e de seu principal fruto, o colapso da URSS, com a reconfiguração do mundo e da visão de mundo que representava a promessa socialista —, não lograram proporcionar o convívio com a paz: guerra da Coreia, invasão do Vietnã, as guerras de libertação nacional espalhadas pelo mundo, a hecatombe que se abateu sobre o chamado Oriente Médio etc. Passamos a lidar com a amarga sensação de viver em intervalos de guerras, pois assim a humanidade atravessou todo o século passado, e assim estamos caminhando nas primeiras décadas deste terceiro milênio, sem sabermos que guerra é esta do nosso tempo, e muito menos para onde ela está nos levando.

Sua raiz é, ainda, a disputa pela hegemonia mundial, e esta não está resolvida — nem jamais estará —, pois as soluções historicamente conhecidas são sempre pro tempore. Assim, podemos dizer que tanto a Primeira quanto a Segunda Guerra Mundial do século passado eram inevitáveis, pois atendiam a necessidades de domínio e poder de que tanto carece o imperialismo, Moloch que mais tem fome quanto mais se alimenta da dieta do dominado.

O fato novo, no quadro de guerra explícita, terá sido, nos idos do século passado, a “Guerra Fria”: o engenho político que, ao administrar as disputas, adiou o conflito temido. A polaridade dos arsenais atômicos, levados a extremos de destruição impensáveis, convenceu os senhores do mundo do desatino de um conflito que não ensejava a possibilidade de vencedores.

Em outros termos, a iminência da destruição absoluta, tornada factualmente possível, faria da paz um imperativo. O medo, ou o instinto de sobrevivência, manteve a disputa em níveis de certa razoabilidade, embora o antagonismo entre as potências produzisse ou amplificasse confrontos mortíferos na periferia do sistema. É o caráter do cenário internacional de hoje, pontuado por focos de tensão e de conflitos de toda ordem: é a paz possível, a paz assegurada por guerras sob o controle das superpotências; guerras que não terminam, que se sucedem umas às outras, enquanto afastam do horizonte imediato o grande embate do fim dos tempos.

A disputa pela hegemonia se mantém de pé, mas a “grande guerra”, agora, opera-se “pelas beiradas”. A Segunda Guerra Mundial (1939–1945) pôs em cena a dissensão intercapitalista ao opor o Eixo (Alemanha, Japão, Itália) aos Aliados, condomínio que reunia, à frente de todos, os EUA e a URSS (invadida pela Alemanha), cujas respectivas vitórias políticas, militares e territoriais impuseram a dita Guerra Fria. Vencida a ameaça nazista e superado o exercício intercapitalista, o conflito dos dois mundos passava a ser o confronto dos blocos comunista e capitalista. O enredo muda.

Vivemos uma outra Guerra Fria, coerente com os desafios de hoje: um intermezzo entre a polaridade comercial, política e militar escancarada (EUA – China) e seu esperável desfecho, gestado nas entranhas do processo histórico.

No desenho deste cenário em construção, os países da periferia do capitalismo não são arquitetos, mas nos incumbe saber que papel desejamos e podemos desempenhar; que espaço precisamos defender; que projetos de sociedade, nação, país podemos perseguir; é o espaço que as circunstâncias de hoje nos ensejam. É o que ditam nosso tamanho e nossa população, e é o que dita a realidade geopolítica que nos faz, brasileiros, irmãos do México.

O giro conservador que percorre o mundo como rastilho de pólvora, à beira da naturalização, e com o qual hoje convivemos — em nosso continente e em casa — não é um determinismo, muito menos capricho dos deuses. Fenômeno histórico, precisa ser compreendido, pois esta é a melhor, senão a única forma de conter seu avanço.

O enfrentamento que nos incumbe é político-ideológico, e só adquire sentido quando se transforma em ação. Os recuos do passado abriram as sendas que possibilitaram o quase livre caminhar do fascismo e de suas variações históricas, todas fundadas na brutalidade devastadora das liberdades, espancando esperanças, sonhos, projetos de uma civilização minimamente digna.

Daí a promoção da violência, de mãos dadas com o farsesco clamor pelo seu combate — este, o novo cantochão da direita, no mundo, e aqui e agora, devolvendo aos arquivos as prédicas sobre liberdade e democracia. Não se trata da violência larvar, intrínseca à sociedade de classes (violência que se nega, que se escamoteia): trata-se da violência dos aparelhos repressores dos Estados, que caminha da repressão indiscriminada de imigrantes ao genocídio de palestinos e a destruição de Gaza.

Todos estamos e devemos estar preocupados com nosso processo eleitoral, mas ele precisa ser analisado e enfrentado como desdobramento de fenômeno ainda maior, e mais importante, porque fonte de tudo: o crescimento das ideologias e da ação concertada da direita, da extrema-direita e dos reacionários de um modo geral, e sua forte influência sobre as massas populares e, portanto, sobre o comportamento político de nosso povo, como estamos vendo mais claramente desde 2018, como vimos em 2022 e como poderemos ver em 2026.

Este é o fato, concreto e contundente; mas não encerra a história toda: o dever da interpretação sociológica, superando a aparência do fenômeno, é identificar sua essência, os condicionantes da formação do pensamento de direita no Brasil, sua gênese e o desenvolvimento que vem alcançando nas últimas décadas, quando a leitura do processo social que antecedeu o fim da ditadura — nomeadamente a partir de 2002, com a ascensão de governos de centro-esquerda — sugeria o reencontro do projeto nacional-democrático, com justificadas aspirações de justiça social.

A reversão de expectativas não foi abrupta — raramente é. Em todo o mundo, a social-democracia vinha se revelando inepta para enfrentar os desafios impostos pelo mundo real. Cessada a “ameaça comunista”, o novo fantasma era a crise social (uma vez mais o desemprego, agora acicatado pela crise do trabalho; a brutal e crescente concentração de renda), quando mais alto era o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico.

Cresceram as disparidades entre as nações e, dentro delas, entre seus povos.

No Brasil, os sinais de desarranjo — ou desencanto das massas — já poderiam ser vistos a partir dos idos de 2013. O desenho retrata o avanço do pensamento e da ação da direita, com suas vinculações internacionais, palmilhando o fracasso do neoliberalismo. Ela salta das ruas, muitas vezes seguindo as regras do jogo dito democrático-representativo burguês, para conquistar a centralidade do poder no mundo que o capitalismo globaliza para melhor governar.

Refiro-me, evidentemente, à hegemonia dos EUA e, neles, à ascensão do trumpismo, o novo farol do pensamento e da ação articulada da direita, da direita tout court e da direita belicosa no mundo.

No Brasil, o registro óbvio e inevitável é o da ascensão da extrema-direita, hegemonizada pelo bolsonarismo. Trata-se de fato objetivo, nada obstante o insucesso desse campo na eleição presidencial de 2022 e a frustração do golpe de 8 de Janeiro de 2023, após maquinação de mais de quatro anos e comprometimento dos altos escalões das Forças Armadas. Maquinação que permanece na ordem do dia, pois não contou, até aqui, com ampla rejeição da sociedade.

Assim, põe-se de manifesto a complexidade do fenômeno, que não é uma contingência nossa, e não é fenômeno apenas político, mas igualmente econômico, social e cultural; e, em todas as hipóteses, interfere na qualidade do poder e na estabilidade da ordem internacional, quando, em todo o mundo — e em particular entre nós —, cresce (embora ainda livre do acirramento merecido) o conflito inerente à sociedade de classes, que o sistema, ainda quando governado pela centro-esquerda (em condomínio com a direita dita civilizada), cuida de naturalizar.

Trata-se de processo, repito, que insinua configuração global. Mas nenhum país é uma autarquia política; cuidemos, pois, de nossa história e do presente que nos aflige. Somos país no qual o processo de mudanças se converte na conservação do statu quo, e o mantra da ordem nos manda evitar qualquer risco de ruptura.

***

Fogo no parque oligárquico — Em país que se desindustrializa, o horizonte da burguesia residente é a especulação financeira: Daniel Vorcaro, preso quando tentava fugir do país, é a contrafação do Barão de Mauá que a Faria Lima e o estamento puderam produzir. O estouro do Banco Master é apenas mais um episódio de uma série: Banco Nacional, Bamerindus, Banco Santos, Banco Rural, Banco Halles, Banco Econômico… Para Maria Cristina Fernandes, colunista de mão cheia do Valor, a “prisão de Vorcaro assusta mais a política que a de Bolsonaro”. Quem mais, além dos governadores de RJ e DF, tem culpa nesse cartório e muita explicação a oferecer à Justiça e à sociedade? A punção do tumor se deveu a investigações da PF, cujos recursos a direita, na Câmara, precatadamente forceja por reduzir.

Palestina abandonada — A ONU produziu uma das páginas mais lamentáveis de sua história na última segunda-feira 17, quando o Conselho de Segurança acatou o plano neocolonial da autocracia estadunidense para consolidar a tomada de Gaza. Rússia e China, que poderiam e deveriam ter vetado a ignomínia, escolheram se abster. Países árabes e Autoridade Palestina, que tinham a obrigação — inclusive moral — de se opor à espoliação, não o fizeram. É solitário morrer em Gaza.

País no espelho – De acordo com o MDS, das 95 milhões de pessoas inscritas no CadÚnico, que abriga a parcela mais vulnerável da população brasileira, mais de 60 milhões se declaram negras. Dentre elas, mais de 37 milhões são mulheres pretas e pardas. Muito além de um feriado nacional, o Dia da Consciência Negra (20/11) é uma data para reflexão do País como um todo.

(Com a colaboração de Pedro Amaral)

FONTE: Carta Capital

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