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Nação do Brasil > Notícias > Bolsonaro > Resultados de casos Zambelli e Glauber expõem derrota de Motta e abrem nova crise no comando da Câmara
Bolsonaro

Resultados de casos Zambelli e Glauber expõem derrota de Motta e abrem nova crise no comando da Câmara

Nação do Brasil
Last updated: dezembro 11, 2025 6:00 pm
Nação do Brasil - Nação do Brasil
8 Min Read
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Em uma reviravolta, a noite que deveria “consolidar” a força do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terminou em reveses sucessivos e nova demonstração de desgaste. Em votações consecutivas, o plenário rejeitou a cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ) e barrou também a perda de mandato de Carla Zambelli (PL-SP), contrariando a expectativa do Centrão e o roteiro traçado por Motta.

O plano orquestrado pelo presidente da Câmara era cassar um deputado da esquerda e outro da direita, em um movimento que visava equilibrar pressões após uma série de votações tensas. Na visão do paraibano, o resultado reforçaria a autoridade da Mesa Diretora. Glauber e Zambelli eram considerados alvos certos por razões distintas. O psolista enfrentava um processo por agressão a um militante do MBL, amplificado pelo confronto com a Polícia Legislativa. Já Zambelli respondia a condenações do STF, que determinavam a perda automática do mandato. O cálculo, porém, ruiu.

Glauber e a ajuda de Lula

A reviravolta no caso de Glauber começou ainda pela manhã de quarta-feira 10. Atendendo orientação do presidente Lula (PT), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, mobilizou o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), para atuar contra a cassação. O PT construiu, em parceria com o PSOL, uma estratégia em duas frentes: incentivar abstenções para impedir os 257 votos necessários para derrubar o mandato e apresentar uma alternativa de punição, a suspensão por seis meses.

Glauber Braga (PSOL-RJ) e aliados comemoram resultado que livrou o deputado da cassação. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Lideranças do PSOL circularam entre deputados do Centrão argumentando que a cassação seria desproporcional e que criaria um precedente perigoso. O movimento encontrou eco num plenário já incomodado com a condução de Motta, acusado por congressistas de pautar temas sensíveis sem acordo. Quando ficou claro que não haveria votos suficientes para cassar o psolista, partidos antes inclinados à punição máxima migraram para a opção intermediária.

PL e Zambelli

Logo em seguida, o PL montou sua própria operação para evitar a cassação de Carla Zambelli. Embora a deputada estivesse afastada e condenada pelo STF, a sigla conseguiu organizar votos e esvaziar o quórum necessário para retirar o mandato. O resultado contrariou tanto a expectativa do Centrão quanto a manobra de Motta, que havia encaminhado o caso ao plenário.

Bolsonaristas comemoram a manutenção de mandato de Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Motta e a insatisfação de caciques

A sequência de derrotas provocou irritação entre aliados de Motta e, sobretudo, de Arthur Lira (PP-AL). O ex-presidente da Câmara, que trabalhou ativamente pela cassação de Glauber, reagiu em um grupo de WhatsApp de deputados, afirmando que a Casa vive uma “esculhambação”. A informação foi inicialmente publicada pelo G1 e confirmada por CartaCapital.

Lira considerou a manutenção do mandato do psolista uma derrota e atribuiu parte do fracasso ao atual comando da Câmara. Também criticou a gestão de Motta no episódio envolvendo a retirada forçada de Glauber do plenário e defendeu que o caso de Zambelli deveria ter sido adiado.

O duplo fracasso de Motta enfraquece ainda mais a condução política do presidente da Câmara e prenuncia dificuldades nas próximas votações sensíveis, incluindo outros processos disciplinares que ainda aguardam decisão como o de Alexandre Ramagem (PL-RJ) e de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), previstos para a semana que vem.

Em uma reviravolta, a noite que deveria “consolidar” a força do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), terminou em reveses sucessivos e nova demonstração de desgaste. Em votações consecutivas, o plenário rejeitou a cassação de Glauber Braga (PSOL-RJ) e barrou também a perda de mandato de Carla Zambelli (PL-SP), contrariando a expectativa do Centrão e o roteiro traçado por Motta.

O plano orquestrado pelo presidente da Câmara era cassar um deputado da esquerda e outro da direita, em um movimento que visava equilibrar pressões após uma série de votações tensas. Na visão do paraibano, o resultado reforçaria a autoridade da Mesa Diretora. Glauber e Zambelli eram considerados alvos certos por razões distintas. O psolista enfrentava um processo por agressão a um militante do MBL, amplificado pelo confronto com a Polícia Legislativa. Já Zambelli respondia a condenações do STF, que determinavam a perda automática do mandato. O cálculo, porém, ruiu.

Glauber e a ajuda de Lula

A reviravolta no caso de Glauber começou ainda pela manhã de quarta-feira 10. Atendendo orientação do presidente Lula (PT), a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, mobilizou o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), para atuar contra a cassação. O PT construiu, em parceria com o PSOL, uma estratégia em duas frentes: incentivar abstenções para impedir os 257 votos necessários para derrubar o mandato e apresentar uma alternativa de punição, a suspensão por seis meses.

Glauber Braga (PSOL-RJ) e aliados comemoram resultado que livrou o deputado da cassação. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Lideranças do PSOL circularam entre deputados do Centrão argumentando que a cassação seria desproporcional e que criaria um precedente perigoso. O movimento encontrou eco num plenário já incomodado com a condução de Motta, acusado por congressistas de pautar temas sensíveis sem acordo. Quando ficou claro que não haveria votos suficientes para cassar o psolista, partidos antes inclinados à punição máxima migraram para a opção intermediária.

PL e Zambelli

Logo em seguida, o PL montou sua própria operação para evitar a cassação de Carla Zambelli. Embora a deputada estivesse afastada e condenada pelo STF, a sigla conseguiu organizar votos e esvaziar o quórum necessário para retirar o mandato. O resultado contrariou tanto a expectativa do Centrão quanto a manobra de Motta, que havia encaminhado o caso ao plenário.

Bolsonaristas comemoram a manutenção de mandato de Carla Zambelli (PL-SP), presa na Itália. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Motta e a insatisfação de caciques

A sequência de derrotas provocou irritação entre aliados de Motta e, sobretudo, de Arthur Lira (PP-AL). O ex-presidente da Câmara, que trabalhou ativamente pela cassação de Glauber, reagiu em um grupo de WhatsApp de deputados, afirmando que a Casa vive uma “esculhambação”. A informação foi inicialmente publicada pelo G1 e confirmada por CartaCapital.

Lira considerou a manutenção do mandato do psolista uma derrota e atribuiu parte do fracasso ao atual comando da Câmara. Também criticou a gestão de Motta no episódio envolvendo a retirada forçada de Glauber do plenário e defendeu que o caso de Zambelli deveria ter sido adiado.

O duplo fracasso de Motta enfraquece ainda mais a condução política do presidente da Câmara e prenuncia dificuldades nas próximas votações sensíveis, incluindo outros processos disciplinares que ainda aguardam decisão como o de Alexandre Ramagem (PL-RJ) e de Eduardo Bolsonaro (PL-SP), previstos para a semana que vem.

FONTE: Carta Capital

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