
O presidente Lula (PT) busca fortalecer o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na esperança de conter a crise em torno do caso do Banco Master.
A sessão da última terça-feira 15 incomodou Lula por diferentes motivos. O presidente sentiu falta de uma condução firme por parte de Fachin e avalia que o apoio de Flávio Dino a Alexandre de Moraes dificulta a tentativa de se descolar do ministro responsável por relatar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Dino também pediu vista — mais tempo para estudar os autos — e adiou um desfecho para o caso sobre Moraes, chamuscado por suas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tenta colar a imagem de Lula à de Moraes. O petista, por sua vez, tem defendido reiteradamente uma investigação ampla e independentemente dos envolvidos.
O presidente não pretende atacar Moraes por seus diálogos com Vorcaro, mas expressa o anseio por uma solução para o desgaste no STF, na expectativa de reduzir a influência do tema na campanha eleitoral.
Lula pediu a Fachin que não se dobre a pressões, porque isso poderia aprofundar a crise. Isso passaria, apurou a reportagem, por conter André Mendonça e Moraes, pivôs do mais recente capítulo da confusão na Corte.
O petista disse ao presidente do STF que divergências internas não podem inviabilizar a pacificação e que as regras previstas na Constituição e na Lei da Magistratura têm de ser respeitadas. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também tem dialogado com Fachin.
Entenda a crise
Mendonça, então relator do Caso Master, determinou que a Polícia Federal identificasse o destinatário de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro. Ao cumprir a diligência, a corporação indicou se tratar de Moraes.
O material contempla, porém, apenas as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro, sem eventuais respostas do ministro — que nega ter ajudado Vorcaro a escapar da Justiça.
Em reação, Moraes acusou Mendonça, com base em um relatório de inteligência da PF, de interferir no trabalho da corporação ao cobrar diligências e atualizações constantes. Segundo Moraes, o colega também cometeu abuso de autoridade ao iniciar uma investigação contra um ministro do STF sem prévia autorização do plenário.
Diante do impasse, Fachin assumiu na prática a relatoria do processo do Master e das acusações contra Moraes, que estavam sob a guarda de Mendonça. Conforme mostrou CartaCapital, não há previsão de trégua entre os ministros, e o clima de conflagração persiste a duas semanas da eleição presidencial.
O presidente Lula (PT) busca fortalecer o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, na esperança de conter a crise em torno do caso do Banco Master.
A sessão da última terça-feira 15 incomodou Lula por diferentes motivos. O presidente sentiu falta de uma condução firme por parte de Fachin e avalia que o apoio de Flávio Dino a Alexandre de Moraes dificulta a tentativa de se descolar do ministro responsável por relatar a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Dino também pediu vista — mais tempo para estudar os autos — e adiou um desfecho para o caso sobre Moraes, chamuscado por suas conversas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tenta colar a imagem de Lula à de Moraes. O petista, por sua vez, tem defendido reiteradamente uma investigação ampla e independentemente dos envolvidos.
O presidente não pretende atacar Moraes por seus diálogos com Vorcaro, mas expressa o anseio por uma solução para o desgaste no STF, na expectativa de reduzir a influência do tema na campanha eleitoral.
Lula pediu a Fachin que não se dobre a pressões, porque isso poderia aprofundar a crise. Isso passaria, apurou a reportagem, por conter André Mendonça e Moraes, pivôs do mais recente capítulo da confusão na Corte.
O petista disse ao presidente do STF que divergências internas não podem inviabilizar a pacificação e que as regras previstas na Constituição e na Lei da Magistratura têm de ser respeitadas. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também tem dialogado com Fachin.
Entenda a crise
Mendonça, então relator do Caso Master, determinou que a Polícia Federal identificasse o destinatário de mensagens enviadas por Daniel Vorcaro. Ao cumprir a diligência, a corporação indicou se tratar de Moraes.
O material contempla, porém, apenas as mensagens enviadas pelo ex-banqueiro, sem eventuais respostas do ministro — que nega ter ajudado Vorcaro a escapar da Justiça.
Em reação, Moraes acusou Mendonça, com base em um relatório de inteligência da PF, de interferir no trabalho da corporação ao cobrar diligências e atualizações constantes. Segundo Moraes, o colega também cometeu abuso de autoridade ao iniciar uma investigação contra um ministro do STF sem prévia autorização do plenário.
Diante do impasse, Fachin assumiu na prática a relatoria do processo do Master e das acusações contra Moraes, que estavam sob a guarda de Mendonça. Conforme mostrou CartaCapital, não há previsão de trégua entre os ministros, e o clima de conflagração persiste a duas semanas da eleição presidencial.
FONTE: Carta Capital