A eleição deste domingo 4 tirou do Senado uma série de nomes históricos da política nacional. Entre os derrotados estão parlamentares com décadas de atuação no Congresso, como Renan Calheiros (MDB-AL), que deixará a Casa após 32 anos, e Ciro Nogueira (PP-PI), na briga por um terceiro mandato. Ao todo, 54 das 81 cadeiras da Casa Alta foram colocadas em disputa neste ano.
No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, não conseguiu uma das duas vagas. Senador desde 2011, ele terminou atrás de Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), eleitos para os mandatos que começam em janeiro de 2027.
No Distrito Federal, Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Vôlei, também não conseguiu a reeleição. No Senado desde 2019, ela terminou em terceiro lugar, atrás de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), que conquistaram as duas vagas.
É o mesmo caso das senadoras Soraya Thronicke (PSB) e Eliziane Gama (PSD), candidatas à reeleição pelo Mato Grosso do Sul e pelo Maranhão, respectivamente. As duas ganharam projeção nacional durante os trabalhos da CPI da Pandemia.
Uma das saídas mais expressivas envolve Renan Calheiros. Quatro vezes presidente do Senado, ele brigava por um quinto mandato consecutivo com Arthur Lira (PP) e a tucana Marina JHC, cujo grupo político rivaliza há décadas com a família Calheiros. Eles foram eleitos para as vagas em disputa.
A derrota de Ciro Nogueira é outra baixa entre os nomes tradicionais da política. Presidente nacional do Progressistas, ele ficou fora das duas vagas em disputa no Piauí e deixará a Casa em janeiro de 2027, após 15 anos no Congresso. Ciro foi deputado federal de 1995 a 2011 e está no segundo mandato como senador.
Sua campanha à reeleição foi marcada pelo avanço das investigações sobre o Master. Em maio, o piauiense foi alvo de uma das fases da Operação Compliance Zero, a mirar supostas fraudes financeiras atribuídas ao banco de Daniel Vorcaro. As investigações apontam que Ciro teria atuado em favor de interesses do ex-banqueiro e recebido vantagens indevidas, embora sua defesa negue as acusações.
Outro senador que deixará o Congresso em janeiro e está implicado em investigações rumorosas é Weverton Rocha (PDT-MA). Em seu primeiro mandato, o maranhaense terminou a disputa deste ano em quarto lugar, com 15,20% dos votos, atrás de André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo), eleitos para as duas vagas.
Weverton é investigado pela Polícia Federal pelo inquérito sobre os descontos ilegais em benefícios previdenciários do INSS. Endereços ligados ao senador foram alvos de uma batida da PF no início de agosto. De acordo com as apurações, o parlamentar seria responsável por “formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais” no esquema.
Carlos Viana (PSD), senador por Minas Gerais e ex-presidente da comissão parlamentar que investigou as fraudes do INSS, também não se elegeu. Foram eleitos para as duas vagas disponíveis Domingos Sávio (PL-MG) e Marília Campos (PT).
Na Bahia, Angelo Coronel (Republicanos) também perdeu a cadeira que ocupava desde 2019. Candidato à reeleição, ele terminou em terceiro, com 20,17%, atrás de Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT. Os três eram aliados até o início do ano, mas a composição da chapa liderada pelo governador reeleito Jerônimo Rodrigues rifou o pessedista, que migrou para a oposição.
Sem mandato em jogo
A eleição também deixou de fora nomes de peso da política nacional que não tinham mandato no Senado em disputa. No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), deputada federal e ex-presidente do partido, tentou retornar à Casa que ocupou entre 2011 e 2018, mas não conseguiu uma das duas vagas.
Em São Paulo, as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) também ficaram fora. As duas disputaram as vagas ao Senado após deixarem os ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento, respectivamente. Marina terminou com 18,12% dos votos e Tebet, com 19,23%, atrás dos eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) também não conquistaram uma das duas cadeiras. Situação semelhante ocorreu com Aécio Neves em Minas Gerais, que terminou a eleição sem mandato pela primeira vez em cerca de quatro décadas de vida política.
No Acre, Jorge Viana (PT), ex-governador e ex-senador, também não conseguiu retornar ao Congresso – o petista já havia ocupado uma cadeira na Casa por dois mandatos e governado o estado por duas vezes.
A eleição deste domingo 4 tirou do Senado uma série de nomes históricos da política nacional. Entre os derrotados estão parlamentares com décadas de atuação no Congresso, como Renan Calheiros (MDB-AL), que deixará a Casa após 32 anos, e Ciro Nogueira (PP-PI), na briga por um terceiro mandato. Ao todo, 54 das 81 cadeiras da Casa Alta foram colocadas em disputa neste ano.
No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT), líder do governo Lula no Congresso, não conseguiu uma das duas vagas. Senador desde 2011, ele terminou atrás de Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD), eleitos para os mandatos que começam em janeiro de 2027.
No Distrito Federal, Leila Barros (PDT), conhecida como Leila do Vôlei, também não conseguiu a reeleição. No Senado desde 2019, ela terminou em terceiro lugar, atrás de Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL), que conquistaram as duas vagas.
É o mesmo caso das senadoras Soraya Thronicke (PSB) e Eliziane Gama (PSD), candidatas à reeleição pelo Mato Grosso do Sul e pelo Maranhão, respectivamente. As duas ganharam projeção nacional durante os trabalhos da CPI da Pandemia.
Uma das saídas mais expressivas envolve Renan Calheiros. Quatro vezes presidente do Senado, ele brigava por um quinto mandato consecutivo com Arthur Lira (PP) e a tucana Marina JHC, cujo grupo político rivaliza há décadas com a família Calheiros. Eles foram eleitos para as vagas em disputa.
A derrota de Ciro Nogueira é outra baixa entre os nomes tradicionais da política. Presidente nacional do Progressistas, ele ficou fora das duas vagas em disputa no Piauí e deixará a Casa em janeiro de 2027, após 15 anos no Congresso. Ciro foi deputado federal de 1995 a 2011 e está no segundo mandato como senador.
Sua campanha à reeleição foi marcada pelo avanço das investigações sobre o Master. Em maio, o piauiense foi alvo de uma das fases da Operação Compliance Zero, a mirar supostas fraudes financeiras atribuídas ao banco de Daniel Vorcaro. As investigações apontam que Ciro teria atuado em favor de interesses do ex-banqueiro e recebido vantagens indevidas, embora sua defesa negue as acusações.
Outro senador que deixará o Congresso em janeiro e está implicado em investigações rumorosas é Weverton Rocha (PDT-MA). Em seu primeiro mandato, o maranhaense terminou a disputa deste ano em quarto lugar, com 15,20% dos votos, atrás de André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo), eleitos para as duas vagas.
Weverton é investigado pela Polícia Federal pelo inquérito sobre os descontos ilegais em benefícios previdenciários do INSS. Endereços ligados ao senador foram alvos de uma batida da PF no início de agosto. De acordo com as apurações, o parlamentar seria responsável por “formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais” no esquema.
Carlos Viana (PSD), senador por Minas Gerais e ex-presidente da comissão parlamentar que investigou as fraudes do INSS, também não se elegeu. Foram eleitos para as duas vagas disponíveis Domingos Sávio (PL-MG) e Marília Campos (PT).
Na Bahia, Angelo Coronel (Republicanos) também perdeu a cadeira que ocupava desde 2019. Candidato à reeleição, ele terminou em terceiro, com 20,17%, atrás de Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT. Os três eram aliados até o início do ano, mas a composição da chapa liderada pelo governador reeleito Jerônimo Rodrigues rifou o pessedista, que migrou para a oposição.
Sem mandato em jogo
A eleição também deixou de fora nomes de peso da política nacional que não tinham mandato no Senado em disputa. No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), deputada federal e ex-presidente do partido, tentou retornar à Casa que ocupou entre 2011 e 2018, mas não conseguiu uma das duas vagas.
Em São Paulo, as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) também ficaram fora. As duas disputaram as vagas ao Senado após deixarem os ministérios do Meio Ambiente e do Planejamento, respectivamente. Marina terminou com 18,12% dos votos e Tebet, com 19,23%, atrás dos eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL).
No Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT) e Marcelo Crivella (Republicanos) também não conquistaram uma das duas cadeiras. Situação semelhante ocorreu com Aécio Neves em Minas Gerais, que terminou a eleição sem mandato pela primeira vez em cerca de quatro décadas de vida política.
No Acre, Jorge Viana (PT), ex-governador e ex-senador, também não conseguiu retornar ao Congresso – o petista já havia ocupado uma cadeira na Casa por dois mandatos e governado o estado por duas vezes.
FONTE: Carta Capital
