Nação do Brasil

O maior Agregador de Notícias na Metrópoles do Brasil

Notification Show More
Font ResizerAa
  • Política
  • Economia
  • Eleições
  • Concursos Públicos
  • Inteligência Artificial
  • Bolsonaro
  • Resultados de Loterias
  • Cotação das Ações
  • Agenda: Jogos de Hoje
    • Jogos ao Vivo
    • Canais: Aonde assistir Jogos de Futebol e Esportes
  • Eleição para Presidente
    • Podcasts Presidenciáveis 2026

Nação do Brasil

O maior Agregador de Notícias na Metrópoles do Brasil

Font ResizerAa
  • Ações
  • Loterias
  • Jogos ao Vivo
  • Política
  • Eleição para Presidente do Brasil 2026
  • Podcasts Presidenciáveis 2026
  • Eleições
Pesquisar
  • Política
  • Economia
  • Eleições
  • Concursos Públicos
  • Inteligência Artificial
  • Bolsonaro
  • Resultados de Loterias
  • Cotação das Ações
  • Agenda: Jogos de Hoje
    • Jogos ao Vivo
    • Canais: Aonde assistir Jogos de Futebol e Esportes
  • Eleição para Presidente
    • Podcasts Presidenciáveis 2026
Follow US
Nação do Brasil > Notícias > Bolsonaro > Petrobras ameaçada: retomada das privatizações ou projeto nacional?
Bolsonaro

Petrobras ameaçada: retomada das privatizações ou projeto nacional?

Nação do Brasil
Last updated: outubro 13, 2026 6:23 pm
Nação do Brasil - Nação do Brasil
10 Min Read
SHARE

Por Francismar Ferreira, Mahatma Ramos dos Santos e Ticiana de Oliveira Alvares*

A possibilidade de retomada da privatização de ativos da Petrobras em um eventual novo governo bolsonarista representa um risco estratégico para o Brasil. A euforia dos mercados no pós primeiro-turno contrasta com os desafios do presente e esquece os efeitos sociais, econômicos e ambientais resultantes do recente processo de desmonte e desnacionalização da estatal.

A experiência dos governos Temer e Bolsonaro demonstra que a política energética não pode ser subordinada à lógica de mercado. Sob a falsa promessa de reduzir o endividamento, ampliar a concorrência e atrair investimentos, a Petrobras foi submetida a um brusco processo de privatização que levou à concentração de suas operações na exploração e produção de petróleo, sobretudo no pré-sal. Como resultado, os investimentos e a produção nacional de combustíveis diminuíram e os preços ao consumidor aumentaram.

Segundo levantamento do Ineep, entre 2016 e 2022, a Petrobras vendeu 218 ativos, em operações que movimentaram aproximadamente 170,34 bilhões de reais. Parte desses ativos foram vendidos por iniciativa da própria companhia, mas também em função de mudanças regulatórias como o Novo Mercado do Gás e acordos com o Cade. Entre os ativos alienados, destacam-se refinarias, campos de petróleo, BR Distribuidora, Liquigás, Gaspetro e infraestruturas de transporte de gás, todos ativos rentáveis e estratégicos.

CartaCapital
Siga a Carta no Discover e receba as notícias que realmente importam.


Seguir no Google

A privatização de ativos em refino, transporte e distribuição restringiu sua capacidade de coordenar o abastecimento nacional e mitigar a volatilidade dos preços internacionais, com efeitos particularmente relevantes no Nordeste e no Norte. Nesse período, o Brasil ampliou sua condição de exportador de petróleo cru e a dependência na importação de derivados. Essa contradição expõe famílias e setores produtivos aos efeitos das crises internacionais.

A decisão de sair do segmento de fertilizantes retirou investimentos no setor e agravou a dependência externa brasileira desses insumos essenciais à produção de alimentos. A segurança alimentar e energética são dimensões indissociáveis da soberania nacional.

A desverticalização da Petrobras também enfraqueceu seu papel de indutora do desenvolvimento nacional. A redução sistemática de seus investimentos e a saída de segmentos estratégicos destruíram empregos qualificados e restringiram a geração de renda, arrecadação pública, políticas de inovação e encomendas à indústria nacional. O setor naval, por exemplo, registrou queda de mais de 40% dos empregos entre 2014 e 2022, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os riscos socioambientais são igualmente relevantes. Uma Petrobras concentrada na extração de petróleo e distribuição de dividendos perde capacidade de mobilizar receitas, infraestrutura e conhecimento tecnológico para investir em descarbonização, adaptação climática, energias renováveis e novas rotas tecnológicas. A transição energética justa exige diversificação produtiva, planejamento estatal e proteção aos trabalhadores e territórios.

O contexto internacional torna ainda mais preocupante a possibilidade de retomada desse modelo. Enquanto grandes potências fortalecem suas capacidades produtivas e mobilizam instrumentos estatais para proteger interesses nacionais, retomar a privatização de ativos estratégicos significaria ampliar a exposição brasileira às pressões externas e limitar sua autonomia geopolítica.

O Brasil reúne condições singulares para articular sua riqueza petrolífera, potencial renovável e capacidade industrial na construção de um projeto soberano de desenvolvimento. Entretanto, possuir recursos naturais abundantes não assegura soberania quando sua exploração, transformação e comercialização estão subordinadas a interesses externos.

O futuro da Petrobras não pode ser reduzido à remuneração de seus acionistas. Recuperar sua condição de empresa integrada de energia, articulada a uma política industrial e ambiental de longo prazo, é fundamental para transformar a riqueza nacional em segurança energética, industrialização, empregos, inovação e justiça social. É essa capacidade estratégica que uma nova rodada de privatizações colocaria em risco.

*Francismar Ferreira é doutor em Geografia pela UFES, coordenador de pesquisas do Ineep e pesquisador do Instituto na área de Exploração e Produção. Mahatma Ramos dos Santos é mestre e doutor em Sociologia pela UFRJ, diretor técnico do Ineep e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS). Ticiana Alvares Oliveira é mestre e doutora em Economia Política Internacional pela UFRJ e diretora técnica do Ineep.

Por Francismar Ferreira, Mahatma Ramos dos Santos e Ticiana de Oliveira Alvares*

A possibilidade de retomada da privatização de ativos da Petrobras em um eventual novo governo bolsonarista representa um risco estratégico para o Brasil. A euforia dos mercados no pós primeiro-turno contrasta com os desafios do presente e esquece os efeitos sociais, econômicos e ambientais resultantes do recente processo de desmonte e desnacionalização da estatal.

A experiência dos governos Temer e Bolsonaro demonstra que a política energética não pode ser subordinada à lógica de mercado. Sob a falsa promessa de reduzir o endividamento, ampliar a concorrência e atrair investimentos, a Petrobras foi submetida a um brusco processo de privatização que levou à concentração de suas operações na exploração e produção de petróleo, sobretudo no pré-sal. Como resultado, os investimentos e a produção nacional de combustíveis diminuíram e os preços ao consumidor aumentaram.

Segundo levantamento do Ineep, entre 2016 e 2022, a Petrobras vendeu 218 ativos, em operações que movimentaram aproximadamente 170,34 bilhões de reais. Parte desses ativos foram vendidos por iniciativa da própria companhia, mas também em função de mudanças regulatórias como o Novo Mercado do Gás e acordos com o Cade. Entre os ativos alienados, destacam-se refinarias, campos de petróleo, BR Distribuidora, Liquigás, Gaspetro e infraestruturas de transporte de gás, todos ativos rentáveis e estratégicos.

CartaCapital
Siga a Carta no Discover e receba as notícias que realmente importam.


Seguir no Google

A privatização de ativos em refino, transporte e distribuição restringiu sua capacidade de coordenar o abastecimento nacional e mitigar a volatilidade dos preços internacionais, com efeitos particularmente relevantes no Nordeste e no Norte. Nesse período, o Brasil ampliou sua condição de exportador de petróleo cru e a dependência na importação de derivados. Essa contradição expõe famílias e setores produtivos aos efeitos das crises internacionais.

A decisão de sair do segmento de fertilizantes retirou investimentos no setor e agravou a dependência externa brasileira desses insumos essenciais à produção de alimentos. A segurança alimentar e energética são dimensões indissociáveis da soberania nacional.

A desverticalização da Petrobras também enfraqueceu seu papel de indutora do desenvolvimento nacional. A redução sistemática de seus investimentos e a saída de segmentos estratégicos destruíram empregos qualificados e restringiram a geração de renda, arrecadação pública, políticas de inovação e encomendas à indústria nacional. O setor naval, por exemplo, registrou queda de mais de 40% dos empregos entre 2014 e 2022, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego.

Os riscos socioambientais são igualmente relevantes. Uma Petrobras concentrada na extração de petróleo e distribuição de dividendos perde capacidade de mobilizar receitas, infraestrutura e conhecimento tecnológico para investir em descarbonização, adaptação climática, energias renováveis e novas rotas tecnológicas. A transição energética justa exige diversificação produtiva, planejamento estatal e proteção aos trabalhadores e territórios.

O contexto internacional torna ainda mais preocupante a possibilidade de retomada desse modelo. Enquanto grandes potências fortalecem suas capacidades produtivas e mobilizam instrumentos estatais para proteger interesses nacionais, retomar a privatização de ativos estratégicos significaria ampliar a exposição brasileira às pressões externas e limitar sua autonomia geopolítica.

O Brasil reúne condições singulares para articular sua riqueza petrolífera, potencial renovável e capacidade industrial na construção de um projeto soberano de desenvolvimento. Entretanto, possuir recursos naturais abundantes não assegura soberania quando sua exploração, transformação e comercialização estão subordinadas a interesses externos.

O futuro da Petrobras não pode ser reduzido à remuneração de seus acionistas. Recuperar sua condição de empresa integrada de energia, articulada a uma política industrial e ambiental de longo prazo, é fundamental para transformar a riqueza nacional em segurança energética, industrialização, empregos, inovação e justiça social. É essa capacidade estratégica que uma nova rodada de privatizações colocaria em risco.

*Francismar Ferreira é doutor em Geografia pela UFES, coordenador de pesquisas do Ineep e pesquisador do Instituto na área de Exploração e Produção. Mahatma Ramos dos Santos é mestre e doutor em Sociologia pela UFRJ, diretor técnico do Ineep e integrante do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS). Ticiana Alvares Oliveira é mestre e doutora em Economia Política Internacional pela UFRJ e diretora técnica do Ineep.

FONTE: Carta Capital

Share

Últimas notícias

Flávio Bolsonaro recorre contra ordem de apreensão de passaportes e pede impedimento de Moraes no caso
Bolsonaro
Em 1ª aparição após fuga para os EUA, Flávio vai a culto em igreja ligada a pastor citado na CPMI do INSS
Bolsonaro
Parlamentares recorrem ao MP contra exoneração de servidora que criticou Flávio Bolsonaro
Bolsonaro
Trump e republicanos se mobilizam para evitar vitória democrata nas legislativas
Bolsonaro

You Might Also Like

Bolsonaro

Fusão fatal

novembro 14, 2025
Bolsonaro

Cabaré em chamas

novembro 14, 2025
Bolsonaro

Lula diz que vetará o PL da Dosimetria e nega qualquer acordo com o Congresso

dezembro 18, 2025
Bolsonaro

Fux rejeita reclamação e enterra ação que tentava libertar Bolsonaro

dezembro 12, 2025

Nação do Brasil

A Nação do Brasil é um Agregador de Notícias. Trazemos as últimas notícias de sites oficiais como Gov, Câmara dos Deputados e outros dos principais segmentos que movem essa enorme metrópoles chamada Brasil.

Seções

  • Assistir Copa do Mundo ao vivo
  • Biografias Personalidades
  • Bolsonaro
  • Canais: Aonde assistir Jogos de Futebol e Esportes
  • Concursos Públicos
  • Copa do Mundo 2026
  • Economia
  • Eleição para Presidente do Brasil 2026
  • Eleições
  • Inteligência Artificial
  • Jogos ao Vivo
  • Podcasts Presidenciáveis 2026
  • Política
  • The Voice Brasil

Últimas

Onde Assistir Online Palmeiras x Vasco na Copa do Brasil: onde assistir, horário e escalações
Jogos ao Vivo
‘Vitória de Lula é um muro contra a extrema-direita global’, avalia ex-chanceler do Equador
Bolsonaro

Adicione o App no celular para receber todas as notícias e resultados no seu celular!

Adicionar
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?