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Nação do Brasil > Notícias > Bolsonaro > Não há razão para Lula se expor ao debate na ‘Globo’, avalia Marcos Coimbra
Bolsonaro

Não há razão para Lula se expor ao debate na ‘Globo’, avalia Marcos Coimbra

Nação do Brasil
Last updated: setembro 29, 2026 5:21 pm
Nação do Brasil - Nação do Brasil
9 Min Read
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O presidente Lula (PT) não tem motivos para participar do debate entre candidatos a presidente na TV Globo, na próxima quinta-feira 1º, indicou o sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi, em entrevista a CartaCapital.

“Se Lula for, terá de dar palanque para figuras menores, de ultradireita, que ficarão lá só para acusar e atacar”, avalia. “Não vejo nenhuma razão para Lula se expor a esse tipo de situação. Ele apenas será desrespeitado por gente sem educação e sem adesão a valores democráticos.”

Em teoria, diz Coimbra, é sempre positivo que candidatos participem de atividades nas quais ouvem cobranças e perguntas. No Brasil, contudo, isso não passa de ficção, acrescenta. “Há muitos anos, candidatos com determinada probabilidade de vitória preferem não ir porque (o debate) não é mais que uma espécie de palanque para candidaturas de nenhum significado social real.”

O canal de CartaCapital no YouTube publicará nesta quarta-feira 30 a íntegra da entrevista com Marcos Coimbra.

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A Globo convidou, além de Lula, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). É obrigatório convidar postulantes de partidos que elegeram mais de cinco representantes para o Congresso Nacional em 2022.

Até a tarde desta terça-feira 29, Lula não havia decidido se participará do debate. Ele optou por não comparecer a outros encontros organizados por emissoras nos últimos meses, a exemplo da Band, do SBT e da Record.

Histórico 

Desde a redemocratização, o peso dos debates presidenciais variou conforme o contexto político e a estratégia dos candidatos mais competitivos.

Em 1989, primeira eleição direta para o Palácio do Planalto após a ditadura, houve oito encontros. Fernando Collor (então no PRN), líder das pesquisas, não participou de qualquer confronto no primeiro turno e encarou Lula apenas nos debates finais do segundo turno – quando a edição do programa na Globo foi amplamente favorável ao suposto “caçador de marajás”.

Cinco anos depois, Lula e Fernando Henrique Cardoso se encontraram apenas uma vez. Em 1998, não houve qualquer debate entre presidenciáveis. Líder isolado nas pesquisas e candidato à reeleição, FHC se recusou a participar dos programas, que foram cancelados.

A eleição de 2002, primeira vitória de Lula, registrou apenas quatro debates. Quatro anos mais tarde, já na condição de presidente e favorito à reeleição, o petista faltou a todos os encontros do primeiro turno e participou de três na segunda rodada contra seu atual vice-presidente Geraldo Alckmin (à época no PSDB).

O auge dos debates remonta a 2010. A disputa que elegeu Dilma Rousseff (PT) teve 13 confrontos, um recorde desde a redemocratização: foram nove no primeiro turno e quatro no segundo. Em 2014, quando a presidenta derrotou Aécio Neves (PSDB), houve nove.

A marca do pleito de 2018 foi a ausência dos dois protagonistas. Jair Bolsonaro (então no PSL) deixou de comparecer aos debates após sofrer uma facada em Juiz de Fora (MG), enquanto Lula estava preso e impedido de concorrer devido a condenações que o Supremo Tribunal Federal anularia em 2021, ao reconhecer a incompetência e a parcialidade de Sergio Moro na Lava Jato.

Já em 2022 ocorreu o primeiro confronto direto entre Lula e Bolsonaro em debates presidenciais. Houve três encontros no primeiro turno, promovidos por Band, SBT e Globo, além de dois embates no segundo turno, na Band e na Globo.

O presidente Lula (PT) não tem motivos para participar do debate entre candidatos a presidente na TV Globo, na próxima quinta-feira 1º, indicou o sociólogo Marcos Coimbra, diretor do instituto Vox Populi, em entrevista a CartaCapital.

“Se Lula for, terá de dar palanque para figuras menores, de ultradireita, que ficarão lá só para acusar e atacar”, avalia. “Não vejo nenhuma razão para Lula se expor a esse tipo de situação. Ele apenas será desrespeitado por gente sem educação e sem adesão a valores democráticos.”

Em teoria, diz Coimbra, é sempre positivo que candidatos participem de atividades nas quais ouvem cobranças e perguntas. No Brasil, contudo, isso não passa de ficção, acrescenta. “Há muitos anos, candidatos com determinada probabilidade de vitória preferem não ir porque (o debate) não é mais que uma espécie de palanque para candidaturas de nenhum significado social real.”

O canal de CartaCapital no YouTube publicará nesta quarta-feira 30 a íntegra da entrevista com Marcos Coimbra.

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A Globo convidou, além de Lula, os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD). É obrigatório convidar postulantes de partidos que elegeram mais de cinco representantes para o Congresso Nacional em 2022.

Até a tarde desta terça-feira 29, Lula não havia decidido se participará do debate. Ele optou por não comparecer a outros encontros organizados por emissoras nos últimos meses, a exemplo da Band, do SBT e da Record.

Histórico 

Desde a redemocratização, o peso dos debates presidenciais variou conforme o contexto político e a estratégia dos candidatos mais competitivos.

Em 1989, primeira eleição direta para o Palácio do Planalto após a ditadura, houve oito encontros. Fernando Collor (então no PRN), líder das pesquisas, não participou de qualquer confronto no primeiro turno e encarou Lula apenas nos debates finais do segundo turno – quando a edição do programa na Globo foi amplamente favorável ao suposto “caçador de marajás”.

Cinco anos depois, Lula e Fernando Henrique Cardoso se encontraram apenas uma vez. Em 1998, não houve qualquer debate entre presidenciáveis. Líder isolado nas pesquisas e candidato à reeleição, FHC se recusou a participar dos programas, que foram cancelados.

A eleição de 2002, primeira vitória de Lula, registrou apenas quatro debates. Quatro anos mais tarde, já na condição de presidente e favorito à reeleição, o petista faltou a todos os encontros do primeiro turno e participou de três na segunda rodada contra seu atual vice-presidente Geraldo Alckmin (à época no PSDB).

O auge dos debates remonta a 2010. A disputa que elegeu Dilma Rousseff (PT) teve 13 confrontos, um recorde desde a redemocratização: foram nove no primeiro turno e quatro no segundo. Em 2014, quando a presidenta derrotou Aécio Neves (PSDB), houve nove.

A marca do pleito de 2018 foi a ausência dos dois protagonistas. Jair Bolsonaro (então no PSL) deixou de comparecer aos debates após sofrer uma facada em Juiz de Fora (MG), enquanto Lula estava preso e impedido de concorrer devido a condenações que o Supremo Tribunal Federal anularia em 2021, ao reconhecer a incompetência e a parcialidade de Sergio Moro na Lava Jato.

Já em 2022 ocorreu o primeiro confronto direto entre Lula e Bolsonaro em debates presidenciais. Houve três encontros no primeiro turno, promovidos por Band, SBT e Globo, além de dois embates no segundo turno, na Band e na Globo.

FONTE: Carta Capital

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