
A deputada estadual eleita Luiza Erundina (PSOL-SP) tem marcado presença nos comícios em prol de uma virada de Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Para a ex-prefeita da capital paulista, a sociedade respondeu ao “susto” do primeiro turno, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sair em vantagem na disputa. Ela avalia, porém, que a mobilização não exime Lula de fazer uma autocrítica de sua política em um eventual quarto mandato, inclusive em busca de apoio popular para garantir a governabilidade se vencer no próximo domingo 25.
“É preocupante o que estamos vendo. Mais de 20% dos eleitores não compareceram às urnas para manifestar sua vontade em relação ao futuro governo, o que indica um distanciamento entre o atual governo e a sociedade”, avaliou em entrevista a CartaCapital.
Erundina avalia que o atual governo ficou abaixo das gestões anteriores de Lula no que tange à relação entre o poder público e o povo. “Houve mais ausência do governo na relação com o povo nos territórios. Sem isso, a democracia se ressente, porque a democracia verdadeira, consolidada, é aquela que se exercita com o poder popular”, declarou. Ela defendeu a criação de instâncias participativas nos estados e nos municípios.
O papel da juventude e a governabilidade
A deputada ressalta a importância de manter ativa a mobilização dos jovens, que têm protagonizado a ida às ruas. “Aos 90 anos, mantenho uma boa relação com a juventude, e eles me disseram estar desinteressados. É fundamental mantê-los ativos nessa relação com o governo, não só para apoiar as políticas, mas para cobrar implementação, execução e controle dos resultados.”
Questionada sobre a futura composição de um Congresso Nacional alinhado à extrema-direita e sobre a dificuldade de governabilidade em um eventual quarto mandato de Lula, advertiu: “Quem dá governabilidade não é o Congresso ou a Assembleia Legislativa, mas o povo junto do governo sustentando as decisões. Ou Lula faz isso, ou ele não vai governar.”
Assista à entrevista completa:
A deputada estadual eleita Luiza Erundina (PSOL-SP) tem marcado presença nos comícios em prol de uma virada de Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Para a ex-prefeita da capital paulista, a sociedade respondeu ao “susto” do primeiro turno, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) sair em vantagem na disputa. Ela avalia, porém, que a mobilização não exime Lula de fazer uma autocrítica de sua política em um eventual quarto mandato, inclusive em busca de apoio popular para garantir a governabilidade se vencer no próximo domingo 25.
“É preocupante o que estamos vendo. Mais de 20% dos eleitores não compareceram às urnas para manifestar sua vontade em relação ao futuro governo, o que indica um distanciamento entre o atual governo e a sociedade”, avaliou em entrevista a CartaCapital.
Erundina avalia que o atual governo ficou abaixo das gestões anteriores de Lula no que tange à relação entre o poder público e o povo. “Houve mais ausência do governo na relação com o povo nos territórios. Sem isso, a democracia se ressente, porque a democracia verdadeira, consolidada, é aquela que se exercita com o poder popular”, declarou. Ela defendeu a criação de instâncias participativas nos estados e nos municípios.
O papel da juventude e a governabilidade
A deputada ressalta a importância de manter ativa a mobilização dos jovens, que têm protagonizado a ida às ruas. “Aos 90 anos, mantenho uma boa relação com a juventude, e eles me disseram estar desinteressados. É fundamental mantê-los ativos nessa relação com o governo, não só para apoiar as políticas, mas para cobrar implementação, execução e controle dos resultados.”
Questionada sobre a futura composição de um Congresso Nacional alinhado à extrema-direita e sobre a dificuldade de governabilidade em um eventual quarto mandato de Lula, advertiu: “Quem dá governabilidade não é o Congresso ou a Assembleia Legislativa, mas o povo junto do governo sustentando as decisões. Ou Lula faz isso, ou ele não vai governar.”
Assista à entrevista completa:
FONTE: Carta Capital