A pandemia da Covid-19, que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil, foi um dos temas do debate promovido pela TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na noite desta sexta-feira 23. O senador tentou tergiversar, mas endossou o negacionismo que se converteu em política de Estado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (2019-2022).
Lula relembrou na Globo a falta de oxigênio em Manaus (AM). Dramática por si só, a situação piorou quando Jair decidiu, em março de 2021, imitar pessoas sem ar em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Flávio alegou se tratar de uma crítica ao protocolo de enfrentamento ao coronavírus, mas o petista reforçou: era um deboche contra vítimas da doença.
Naqueles anos, Jair Bolsonaro ironizou a Covid em diversas ocasiões, criticou as vacinas, rejeitou recomendações de especialistas como o distanciamento social, negou-se a usar máscaras e defendeu medicamentos inúteis contra a Covid, a exemplo da hidroxicloroquina.
Flávio não foi muito diferente. Em setembro de 2020, dias depois de testar positivo para a doença, o senador disse que se sentia bem e se tratava “preventivamente” com hidroxicloroquina e azitromicina. Já em fevereiro de 2021, quando o País entrava na fase mais aguda da crise sanitária, Flávio escreveu nas redes sociais que “o isolamento não adianta de nada e já sabemos o resultado”. Àquela altura, o Brasil de Jair Bolsonaro ainda não tinha vacinas e o distanciamento social era a principal arma para frear o contágio.
Ironicamente ou não, Flávio defendeu o distanciamento em abril de 2021 para tentar evitar a CPI da Covid no Senado, que expôs a magnitude do negacionismo da gestão de Jair. “Por que não esperar todo mundo se vacinar e fazer com responsabilidade esses trabalhos?”, indagou, na ocasião. A comissão saiu do papel e indiciou 80 empresas e indivíduos, entre eles Flávio Bolsonaro.
Em seu relatório final, a CPI apontou Flávio como “integrante central do núcleo de poder da estrutura de fake news na pandemia”. Em janeiro de 2021, por exemplo, chegou a dizer que não se vacinaria por já ter se infectado com o vírus, atitude que poderia atrapalhar e desestimular a campanha de imunização. Posteriormente, recebeu suas doses.
O senador recorreu também a outras formas de divulgação de notícias falsas, como a publicação de um vídeo gravado dois meses antes pelo médico Drauzio Varella como se fosse atual e um ataque à primeira vacinada no Brasil.
“O primeiro, mais importante, é o núcleo de comando, a cabeça da organização”, dizia o relatório da CPI. “Ele é formado pelo Presidente da República e seus filhos que ocupam cargos políticos, a saber: o Senador Flávio Bolsonaro, o Deputado Federal Eduardo Bolsonaro e o Vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. Esse núcleo tem a função de dirigir a organização e orientar estrategicamente as ações realizadas nos níveis inferiores da hierarquia, dando-lhes diretrizes e informando-lhes prioridades de ação.”
O Brasil perdeu mais de 716 mil pessoas para a Covid, em uma crise que começou com o então presidente comparando a doença a uma “gripezinha” e a um “pânico massificado”. É possível relembrar neste link outras manifestações de desprezo de Jair Bolsonaro, que contou com o filho “zero um” para dificultar o combate ao coronavírus.
Agora, a revista piauí revela que Flávio Bolsonaro também teria participado de uma festa em uma lancha com empresários interessados em fornecer a vacina Covaxin ao governo Bolsonaro. Segundo a apuração, ele esteve em um churrasco a bordo de um barco no Lago Paranoá, em Brasília, em 17 de julho de 2020, com a presença de garotas de programa. Ao fim do passeio, teria recebido um relógio Rolex de presente de um dos empresários.
Conforme os dados do consórcio de imprensa que realizava a contagem das mortes por Covid no Brasil, naquele 17 de julho o País superou a marca de 77 mil vítimas confirmadas.
A pandemia da Covid-19, que matou mais de 700 mil pessoas no Brasil, foi um dos temas do debate promovido pela TV Globo entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na noite desta sexta-feira 23. O senador tentou tergiversar, mas endossou o negacionismo que se converteu em política de Estado durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (2019-2022).
Lula relembrou na Globo a falta de oxigênio em Manaus (AM). Dramática por si só, a situação piorou quando Jair decidiu, em março de 2021, imitar pessoas sem ar em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Flávio alegou se tratar de uma crítica ao protocolo de enfrentamento ao coronavírus, mas o petista reforçou: era um deboche contra vítimas da doença.
Naqueles anos, Jair Bolsonaro ironizou a Covid em diversas ocasiões, criticou as vacinas, rejeitou recomendações de especialistas como o distanciamento social, negou-se a usar máscaras e defendeu medicamentos inúteis contra a Covid, a exemplo da hidroxicloroquina.
Flávio não foi muito diferente. Em setembro de 2020, dias depois de testar positivo para a doença, o senador disse que se sentia bem e se tratava “preventivamente” com hidroxicloroquina e azitromicina. Já em fevereiro de 2021, quando o País entrava na fase mais aguda da crise sanitária, Flávio escreveu nas redes sociais que “o isolamento não adianta de nada e já sabemos o resultado”. Àquela altura, o Brasil de Jair Bolsonaro ainda não tinha vacinas e o distanciamento social era a principal arma para frear o contágio.
Ironicamente ou não, Flávio defendeu o distanciamento em abril de 2021 para tentar evitar a CPI da Covid no Senado, que expôs a magnitude do negacionismo da gestão de Jair. “Por que não esperar todo mundo se vacinar e fazer com responsabilidade esses trabalhos?”, indagou, na ocasião. A comissão saiu do papel e indiciou 80 empresas e indivíduos, entre eles Flávio Bolsonaro.
Em seu relatório final, a CPI apontou Flávio como “integrante central do núcleo de poder da estrutura de fake news na pandemia”. Em janeiro de 2021, por exemplo, chegou a dizer que não se vacinaria por já ter se infectado com o vírus, atitude que poderia atrapalhar e desestimular a campanha de imunização. Posteriormente, recebeu suas doses.
O senador recorreu também a outras formas de divulgação de notícias falsas, como a publicação de um vídeo gravado dois meses antes pelo médico Drauzio Varella como se fosse atual e um ataque à primeira vacinada no Brasil.
“O primeiro, mais importante, é o núcleo de comando, a cabeça da organização”, dizia o relatório da CPI. “Ele é formado pelo Presidente da República e seus filhos que ocupam cargos políticos, a saber: o Senador Flávio Bolsonaro, o Deputado Federal Eduardo Bolsonaro e o Vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro. Esse núcleo tem a função de dirigir a organização e orientar estrategicamente as ações realizadas nos níveis inferiores da hierarquia, dando-lhes diretrizes e informando-lhes prioridades de ação.”
O Brasil perdeu mais de 716 mil pessoas para a Covid, em uma crise que começou com o então presidente comparando a doença a uma “gripezinha” e a um “pânico massificado”. É possível relembrar neste link outras manifestações de desprezo de Jair Bolsonaro, que contou com o filho “zero um” para dificultar o combate ao coronavírus.
Agora, a revista piauí revela que Flávio Bolsonaro também teria participado de uma festa em uma lancha com empresários interessados em fornecer a vacina Covaxin ao governo Bolsonaro. Segundo a apuração, ele esteve em um churrasco a bordo de um barco no Lago Paranoá, em Brasília, em 17 de julho de 2020, com a presença de garotas de programa. Ao fim do passeio, teria recebido um relógio Rolex de presente de um dos empresários.
Conforme os dados do consórcio de imprensa que realizava a contagem das mortes por Covid no Brasil, naquele 17 de julho o País superou a marca de 77 mil vítimas confirmadas.
FONTE: Carta Capital
