Por Helga de Almeida e Maria Alice Ferreira*
Em 2018, quando Jair Bolsonaro venceu a eleição no Brasil, a opinião pública ressaltou o papel, talvez inédito, que as plataformas digitais tiveram naquele pleito. A enxurrada de notícias falsas, desinformação e embates discursivos entre amigos e familiares embalaram aquele processo, chamando atenção para um modus operandi de campanha que ainda não tinha sido visto em larga escala no País.
A disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad pegou de surpresa, principalmente, parte da militância da esquerda, que não estava preparada para utilizar estrategicamente as redes sociais.
As eleições seguintes, por sua vez, mostraram que o uso massivo das plataformas não só se manteve como também se intensificou, incorporando novas dinâmicas e táticas nas campanhas e chamando cada vez mais a atenção do debate público. Em 2022, na disputa entre Bolsonaro e Lula, as duas campanhas utilizaram o confronto de narrativas. Naquele ano, a esquerda, que havia levado uma surra nas redes em 2018, conseguiu pautar o debate em alguns momentos.
Importante destacar que foi no segundo turno das eleições de 2022 que o deputado federal André Janones utilizou do seu canal no Telegram para mobilizar apoiadores de Lula e criar ações coordenadas nas diversas plataformas digitais. Essas estratégias, por sua vez, foram ampliadas nesta eleição, dando origem ao canal do WhatsApp Exército do Lula, com mais de 10 milhões de inscritos, fundamental para a coordenação das ações da esquerda na campanha eleitoral.
Os dados do Observatório de Conflitos na Internet (Observa) mostram como essa disputa entre os campos ocorreu nas redes sociais. Para se ter uma ideia, na primeira semana da campanha de 2026, a direita foi responsável por 66,3% das interações nas plataformas. Esse número se inverteu na penúltima semana antes do pleito, onde as interações da esquerda somaram a mesma porcentagem.
O acompanhamento foi feito por meio da pesquisa “Brasil Online”, projeto que registrou, entre 4 de agosto e 19 de outubro de 2026, a atividade de 164 perfis de políticos, influenciadores e jornalistas no Instagram, TikTok e X.
A direita saiu na frente na disputa das plataformas, dominando a interatividade e pautando temas que tensionaram o debate: STF, segurança pública e corrupção. No entanto, essa vantagem foi se desfazendo ao longo da campanha.
A grande mudança do comportamento da esquerda veio ainda em setembro. Em outubro, logo após o resultado do primeiro turno, quando Lula ficou em segundo lugar, o chamado “Exército do Lula”, liderado por André Janones, começou a crescer e ganhar destaque. A esquerda então passa a atrair mais interações e escolher os temas que seriam pautados na guerra digital.
Até agosto, a direita ditava o ritmo
Desde a primeira semana de campanha, a esquerda publicou mais. Entre 4 e 10 de agosto, 54,2% dos posts dos perfis monitorados vieram desse campo. O problema é que alto número de postagens não se reflete, necessariamente, em um maior engajamento dos usuários.
Nesse momento, a esquerda tinha, em média, 5,5 mil interações em cada postagem. A direita, por sua vez, chegava a 12,8 mil, mais que o dobro. O padrão se aprofundou em meados de agosto, quando as interações estavam em uma proporção de 3,5 para 1, a favor da direita, chegando a ser de 4 para 1 no Instagram, a plataforma mais importante para as eleições de 2026.
A direita surfou no Caso Master, apontando as relações de ministros do Supremo Tribunal Federal com o banqueiro Daniel Vorcaro, de forma a tentar associar o escândalo a Lula. A lógica era: Alexandre de Moraes prendeu Jair Bolsonaro, logo, seria um magistrado lulista. Por extensão, todo o STF seria lulista.
Sim, é uma lógica torta, mas deu certo. Além disso, o Supremo seria o “sistema corrupto”, o que incluiria Lula. Assim, Flávio Bolsonaro, usando a mesma retórica de seu pai, seria o “antissistema”. Em 15 de setembro, um único post de Nikolas Ferreira sobre a ligação de Moraes e Daniel Vorcaro teve mais de 3,6 milhões de interações no Instagram. Concomitantemente a esquerda tinha algumas pautas próprias, mas ainda não conseguia as colocar fortemente no centro do jogo.
Setembro marca o início da virada
Os primeiros sinais do que poderia ser, ao menos, uma disputa mais acirrada entre esquerda e direita nas plataformas veio na semana entre 1º e 7 de setembro, quando Lula pediu apuração rigorosa dos desvios cometidos por ministros STF, com quebra de sigilo ampla, e não seletiva, do Caso Master. O 11 de setembro foi o primeiro dia em que a esquerda registrou maioria das interações.
Na outra semana, Lula foi pela primeira vez o perfil com maior engajamento da amostra, com 10,6 milhões de interações. Os assuntos? Uma mistura de temas sensíveis, como a lembrança da fome que os brasileiros passaram no governo Bolsonaro, a não subserviência que o Brasil devia ter em relação aos EUA e a importância do reajuste do Bolsa Família.
A virada veio, de fato, entre 22 e 28 de setembro, quando a esquerda, pela primeira vez, supera a direita nas interações, obtendo 51,9%. Desta vez, a esquerda dá as cartas nas redes. Um episódio da série “Revelando”, narrado por Fábio Porchat, no canal de Youtube “Calma! Urgente!”, iniciou a discussão sobre a Igreja da Lagoinha, políticos bolsonaristas e a família do banqueiro Vorcaro.
Como tudo nas plataformas flui rapidamente, a discussão sobre uma “possível” retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, o que se desdobrou em uma guerra santa digital entre católicos e evangélicos. Neste ponto, a esquerda saiu em um papel tensionador, colocando a direita de calças curtas.
Ao mesmo tempo, houve a medida provisória que proibia as bets no Brasil. Ou seja, assuntos gerados pelo movimento civil de esquerda e assuntos protagonizados pelo governo entraram em campo acuando a extrema-direita nas redes sociais.
Em outubro, domínio do campo progressista
A esquerda saiu do primeiro turno baqueada após uma vitória de Flavio Bolsonaro. O amargor da derrota e a organização de uma campanha agora massiva, organizada e orgânica nas redes e nas ruas no segundo turno a fizeram ganhar o pleito.
O STF, a corrupção, o debate moral e a segurança pública, terrenos em que a direita se movia melhor, saem de cena. Em outubro, dominam pautas como o fim da escala 6X1, aumento da renda dos brasileiros e a permanência dos programas sociais. A esquerda sai da defensiva e parte ao ataque: não apenas apresenta suas pautas, mas também crítica e desconstrói os adversários.
A eficiência digital da direita cai e Lula soma o dobro das interações de Nikolas Ferreira, o político de direita com o maior engajamento. Outras figuras importantes entram para o time ao lado de Lula, ajudando na liderança do campo ideológico, como André Janones e Erika Hilton. Aqui vimos a pauta central trocar de mãos.
Falou-se muito sobre o fim da escala 6X1, as mudanças no Bolsa Família propostas pela assessora econômica de Flávio Bolsonaro e ainda sobre o desafio de quebra do sigilo bancário colocado por Lula a Flávio Bolsonaro. A esquerda puxou o debate sobre políticas públicas, enquanto a direita tem que se dedicar a negar o corte de programas sociais e se colocar como perseguida política.
É imprescindível se falar ainda do “Exército do Lula”, grupo de WhatsApp coordenado por André Janones, numa versão aprimorada do seu “Quartel General” no Telegram em 2022. Naquele ano, o deputado mineiro estreou o que ele mesmo chama de “janonismo cultural”: ações coordenadas nas plataformas para desgastar a imagem do adversário.
Agora, numa espécie de “janonismo cultural 2.0”, Janones utilizou o WhatsApp, e não mais o Telegram, para distribuir tarefas digitais à militância, o que tornou o grupo mais popular, pois os brasileiros têm maior presença nesta plataforma.
Além disso, houve uma parceria com a campanha oficial e um cuidado maior para não divulgar conteúdos que pudessem ser classificados como desinformação pela Justiça Eleitoral. Janones se tornou o general do “Exército de Lula”, enviando uma série de missões aos “soldados” que participavam do canal.
As tarefas envolviam criação e divulgação de conteúdos, bem como um estímulo a compartilhamentos e curtidas, sobre temas específicos que deveriam ser disseminados no ecossistema das plataformas (Facebook, X, Instagram, WhatsApp, TikTok, Bluesky, etc). A toada geral era sempre engajar os conteúdos produzidos pela esquerda, e não interagir com os produzidos pelo lado oposto.
O próprio presidente Lula mandou recados pelo canal e fez até uma live com os “soldados”. As palavras “urgente” e “explodam” se tornaram comandos dentro do grupo, e depois se transformaram em meme entre esquerdistas.
É claro que ainda há muito a investigar sobre a primavera digital da esquerda e sobre o papel que essas mobilizações desempenharão nos próximos anos. Por ora, o que podemos afirmar é que, no segundo turno, consolidou-se o domínio da esquerda nas redes e nas ruas, apesar dos diversos episódios de censura denunciados por atores políticos, organizações e militantes de esquerda, sem que o Tribunal Superior Eleitoral apresentasse uma resposta rápida.
* Helga de Almeida é doutora e mestra em Ciência Política pela UFMG, professora dos programas de pós-graduação em Ciência Política da UFPI e em Política, Cultura e Ambiente da Univasf e vice-coordenadora do Observatório de Conflitos na Internet (Observa). Maria Alice Silveira Ferreira é doutora e mestra em Ciência Política pela UFMG, professora da Unimontes e pesquisadora do Observa e do Centro de Pesquisas em Política e Internet da UFMG.
Por Helga de Almeida e Maria Alice Ferreira*
Em 2018, quando Jair Bolsonaro venceu a eleição no Brasil, a opinião pública ressaltou o papel, talvez inédito, que as plataformas digitais tiveram naquele pleito. A enxurrada de notícias falsas, desinformação e embates discursivos entre amigos e familiares embalaram aquele processo, chamando atenção para um modus operandi de campanha que ainda não tinha sido visto em larga escala no País.
A disputa entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad pegou de surpresa, principalmente, parte da militância da esquerda, que não estava preparada para utilizar estrategicamente as redes sociais.
As eleições seguintes, por sua vez, mostraram que o uso massivo das plataformas não só se manteve como também se intensificou, incorporando novas dinâmicas e táticas nas campanhas e chamando cada vez mais a atenção do debate público. Em 2022, na disputa entre Bolsonaro e Lula, as duas campanhas utilizaram o confronto de narrativas. Naquele ano, a esquerda, que havia levado uma surra nas redes em 2018, conseguiu pautar o debate em alguns momentos.
Importante destacar que foi no segundo turno das eleições de 2022 que o deputado federal André Janones utilizou do seu canal no Telegram para mobilizar apoiadores de Lula e criar ações coordenadas nas diversas plataformas digitais. Essas estratégias, por sua vez, foram ampliadas nesta eleição, dando origem ao canal do WhatsApp Exército do Lula, com mais de 10 milhões de inscritos, fundamental para a coordenação das ações da esquerda na campanha eleitoral.
Os dados do Observatório de Conflitos na Internet (Observa) mostram como essa disputa entre os campos ocorreu nas redes sociais. Para se ter uma ideia, na primeira semana da campanha de 2026, a direita foi responsável por 66,3% das interações nas plataformas. Esse número se inverteu na penúltima semana antes do pleito, onde as interações da esquerda somaram a mesma porcentagem.
O acompanhamento foi feito por meio da pesquisa “Brasil Online”, projeto que registrou, entre 4 de agosto e 19 de outubro de 2026, a atividade de 164 perfis de políticos, influenciadores e jornalistas no Instagram, TikTok e X.
A direita saiu na frente na disputa das plataformas, dominando a interatividade e pautando temas que tensionaram o debate: STF, segurança pública e corrupção. No entanto, essa vantagem foi se desfazendo ao longo da campanha.
A grande mudança do comportamento da esquerda veio ainda em setembro. Em outubro, logo após o resultado do primeiro turno, quando Lula ficou em segundo lugar, o chamado “Exército do Lula”, liderado por André Janones, começou a crescer e ganhar destaque. A esquerda então passa a atrair mais interações e escolher os temas que seriam pautados na guerra digital.
Até agosto, a direita ditava o ritmo
Desde a primeira semana de campanha, a esquerda publicou mais. Entre 4 e 10 de agosto, 54,2% dos posts dos perfis monitorados vieram desse campo. O problema é que alto número de postagens não se reflete, necessariamente, em um maior engajamento dos usuários.
Nesse momento, a esquerda tinha, em média, 5,5 mil interações em cada postagem. A direita, por sua vez, chegava a 12,8 mil, mais que o dobro. O padrão se aprofundou em meados de agosto, quando as interações estavam em uma proporção de 3,5 para 1, a favor da direita, chegando a ser de 4 para 1 no Instagram, a plataforma mais importante para as eleições de 2026.
A direita surfou no Caso Master, apontando as relações de ministros do Supremo Tribunal Federal com o banqueiro Daniel Vorcaro, de forma a tentar associar o escândalo a Lula. A lógica era: Alexandre de Moraes prendeu Jair Bolsonaro, logo, seria um magistrado lulista. Por extensão, todo o STF seria lulista.
Sim, é uma lógica torta, mas deu certo. Além disso, o Supremo seria o “sistema corrupto”, o que incluiria Lula. Assim, Flávio Bolsonaro, usando a mesma retórica de seu pai, seria o “antissistema”. Em 15 de setembro, um único post de Nikolas Ferreira sobre a ligação de Moraes e Daniel Vorcaro teve mais de 3,6 milhões de interações no Instagram. Concomitantemente a esquerda tinha algumas pautas próprias, mas ainda não conseguia as colocar fortemente no centro do jogo.
Setembro marca o início da virada
Os primeiros sinais do que poderia ser, ao menos, uma disputa mais acirrada entre esquerda e direita nas plataformas veio na semana entre 1º e 7 de setembro, quando Lula pediu apuração rigorosa dos desvios cometidos por ministros STF, com quebra de sigilo ampla, e não seletiva, do Caso Master. O 11 de setembro foi o primeiro dia em que a esquerda registrou maioria das interações.
Na outra semana, Lula foi pela primeira vez o perfil com maior engajamento da amostra, com 10,6 milhões de interações. Os assuntos? Uma mistura de temas sensíveis, como a lembrança da fome que os brasileiros passaram no governo Bolsonaro, a não subserviência que o Brasil devia ter em relação aos EUA e a importância do reajuste do Bolsa Família.
A virada veio, de fato, entre 22 e 28 de setembro, quando a esquerda, pela primeira vez, supera a direita nas interações, obtendo 51,9%. Desta vez, a esquerda dá as cartas nas redes. Um episódio da série “Revelando”, narrado por Fábio Porchat, no canal de Youtube “Calma! Urgente!”, iniciou a discussão sobre a Igreja da Lagoinha, políticos bolsonaristas e a família do banqueiro Vorcaro.
Como tudo nas plataformas flui rapidamente, a discussão sobre uma “possível” retirada do título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil, o que se desdobrou em uma guerra santa digital entre católicos e evangélicos. Neste ponto, a esquerda saiu em um papel tensionador, colocando a direita de calças curtas.
Ao mesmo tempo, houve a medida provisória que proibia as bets no Brasil. Ou seja, assuntos gerados pelo movimento civil de esquerda e assuntos protagonizados pelo governo entraram em campo acuando a extrema-direita nas redes sociais.
Em outubro, domínio do campo progressista
A esquerda saiu do primeiro turno baqueada após uma vitória de Flavio Bolsonaro. O amargor da derrota e a organização de uma campanha agora massiva, organizada e orgânica nas redes e nas ruas no segundo turno a fizeram ganhar o pleito.
O STF, a corrupção, o debate moral e a segurança pública, terrenos em que a direita se movia melhor, saem de cena. Em outubro, dominam pautas como o fim da escala 6X1, aumento da renda dos brasileiros e a permanência dos programas sociais. A esquerda sai da defensiva e parte ao ataque: não apenas apresenta suas pautas, mas também crítica e desconstrói os adversários.
A eficiência digital da direita cai e Lula soma o dobro das interações de Nikolas Ferreira, o político de direita com o maior engajamento. Outras figuras importantes entram para o time ao lado de Lula, ajudando na liderança do campo ideológico, como André Janones e Erika Hilton. Aqui vimos a pauta central trocar de mãos.
Falou-se muito sobre o fim da escala 6X1, as mudanças no Bolsa Família propostas pela assessora econômica de Flávio Bolsonaro e ainda sobre o desafio de quebra do sigilo bancário colocado por Lula a Flávio Bolsonaro. A esquerda puxou o debate sobre políticas públicas, enquanto a direita tem que se dedicar a negar o corte de programas sociais e se colocar como perseguida política.
É imprescindível se falar ainda do “Exército do Lula”, grupo de WhatsApp coordenado por André Janones, numa versão aprimorada do seu “Quartel General” no Telegram em 2022. Naquele ano, o deputado mineiro estreou o que ele mesmo chama de “janonismo cultural”: ações coordenadas nas plataformas para desgastar a imagem do adversário.
Agora, numa espécie de “janonismo cultural 2.0”, Janones utilizou o WhatsApp, e não mais o Telegram, para distribuir tarefas digitais à militância, o que tornou o grupo mais popular, pois os brasileiros têm maior presença nesta plataforma.
Além disso, houve uma parceria com a campanha oficial e um cuidado maior para não divulgar conteúdos que pudessem ser classificados como desinformação pela Justiça Eleitoral. Janones se tornou o general do “Exército de Lula”, enviando uma série de missões aos “soldados” que participavam do canal.
As tarefas envolviam criação e divulgação de conteúdos, bem como um estímulo a compartilhamentos e curtidas, sobre temas específicos que deveriam ser disseminados no ecossistema das plataformas (Facebook, X, Instagram, WhatsApp, TikTok, Bluesky, etc). A toada geral era sempre engajar os conteúdos produzidos pela esquerda, e não interagir com os produzidos pelo lado oposto.
O próprio presidente Lula mandou recados pelo canal e fez até uma live com os “soldados”. As palavras “urgente” e “explodam” se tornaram comandos dentro do grupo, e depois se transformaram em meme entre esquerdistas.
É claro que ainda há muito a investigar sobre a primavera digital da esquerda e sobre o papel que essas mobilizações desempenharão nos próximos anos. Por ora, o que podemos afirmar é que, no segundo turno, consolidou-se o domínio da esquerda nas redes e nas ruas, apesar dos diversos episódios de censura denunciados por atores políticos, organizações e militantes de esquerda, sem que o Tribunal Superior Eleitoral apresentasse uma resposta rápida.
* Helga de Almeida é doutora e mestra em Ciência Política pela UFMG, professora dos programas de pós-graduação em Ciência Política da UFPI e em Política, Cultura e Ambiente da Univasf e vice-coordenadora do Observatório de Conflitos na Internet (Observa). Maria Alice Silveira Ferreira é doutora e mestra em Ciência Política pela UFMG, professora da Unimontes e pesquisadora do Observa e do Centro de Pesquisas em Política e Internet da UFMG.
FONTE: Carta Capital
