Nação do Brasil

O maior Agregador de Notícias na Metrópoles do Brasil

Notification Show More
Font ResizerAa
  • Política
  • Economia
  • Eleições
  • Concursos Públicos
  • Inteligência Artificial
  • Bolsonaro
  • Resultados de Loterias
  • Cotação das Ações
  • Agenda: Jogos de Hoje
    • Jogos ao Vivo
    • Canais: Aonde assistir Jogos de Futebol e Esportes
  • Eleição para Presidente
    • Podcasts Presidenciáveis 2026

Nação do Brasil

O maior Agregador de Notícias na Metrópoles do Brasil

Font ResizerAa
  • Ações
  • Loterias
  • Jogos ao Vivo
  • Política
  • Eleição para Presidente do Brasil 2026
  • Podcasts Presidenciáveis 2026
  • Eleições
Pesquisar
  • Política
  • Economia
  • Eleições
  • Concursos Públicos
  • Inteligência Artificial
  • Bolsonaro
  • Resultados de Loterias
  • Cotação das Ações
  • Agenda: Jogos de Hoje
    • Jogos ao Vivo
    • Canais: Aonde assistir Jogos de Futebol e Esportes
  • Eleição para Presidente
    • Podcasts Presidenciáveis 2026
Follow US
Nação do Brasil > Notícias > Bolsonaro > ‘Vitória de Lula é um muro contra a extrema-direita global’, avalia ex-chanceler do Equador
Bolsonaro

‘Vitória de Lula é um muro contra a extrema-direita global’, avalia ex-chanceler do Equador

Nação do Brasil
Last updated: novembro 1, 2026 12:03 pm
Nação do Brasil - Nação do Brasil
18 Min Read
SHARE

O ex-chanceler do Equador Guillaume Long classifica como um “dique democrático” a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), em meio à interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira.

Professor e pesquisador sênior do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington, Long esteve no Brasil para acompanhar o processo eleitoral e concedeu uma entrevista exclusiva a CartaCapital. Uma das marcas de sua gestão no Ministério das Relações Exteriores foi um papel central nas negociações de paz entre o governo colombiano e a guerrilha do ELN em Quito, além da constante defesa do diálogo regional.

Na entrevista, também detalhou a escalada da violência e do neoliberalismo no Equador, país que auxiliou a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. Leia os destaques:

CartaCapital: Do ponto de vista diplomático, que sinal a vitória de Lula envia à América Latina?

CartaCapital
Siga a Carta no Discover e receba as notícias que realmente importam.


Seguir no Google

Guillaume Long: É um sinal extremamente positivo e uma notícia de alcance global. Enfrentamos uma onda internacional de extrema-direita que se expande há anos, liderada por figuras como Donald Trump, mas com ramificações profundas na Europa e no Sul Global, inclusive em países do BRICS e na África Subsaariana, impulsionada pela teologia da prosperidade neopentecostal, pelo sionismo cristão e por pautas xenófobas.

A eleição no Brasil funciona como um dique democrático. Demonstrou que é possível vencer o fascismo por meio das urnas e de uma gestão orientada ao desenvolvimento socioeconômico. O governo Lula tem como marcas a redução da pobreza, a queda do desemprego e a saída do Brasil do Mapa da Fome. Do ponto de vista ambiental, o resultado reverteu o desmonte das regulações e a devastação da Amazônia, sobrepondo-se ao discurso violento, machista e racista da extrema-direita. Foi, em essência, um referendo sobre a democracia e a soberania nacional, unindo setores além do lulismo para rejeitar o autoritarismo e a subordinação geopolítica a Washington.

CC: Nos últimos dois anos a direita venceu sete eleições no continente. O regresso e a influência de Lula podem alterar essa tendência regional?

GL: Trata-se do fato eleitoral mais relevante para o campo progressista em anos. O Brasil tem centralidade demográfica e econômica indiscutível na América Latina, e a vitória de Lula interrompeu um ciclo de expansão da extrema-direita que parecia incontestável.

A extrema-direita no continente, articulada por figuras como Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador, José Antonio Kast no Chile, Nayib Bukele em El Salvador e Abelardo de la Espriella na Colômbia, apostava abertamente na continuidade do bolsonarismo, respaldada de forma descarada pelo governo dos Estados Unidos e por nomes como Marco Rubio.

A vitória popular no Brasil rompeu a intimidação imperialista, enviou a mensagem de que a região recusa a condição de quintal dos EUA e alterou a dinâmica política para as próximas disputas eleitorais no continente.

CC: O campo progressista latino-americano, que já viveu a “onda rosa” nos anos 2000, pode articular um novo projeto comum ou as divisões impedem essa integração?

GL: Estamos distantes de uma nova onda rosa. O desafio imediato é a recuperação da institucionalidade democrática em países submetidos a regimes autoritários. Antes de projetar blocos ideológicos homogêneos, precisamos construir consensos pragmáticos de cooperação regional e autonomia estratégica, como ocorreu no passado inclusive com governos de centro-direita.

A integração deve focar em setores críticos: soberania energética, inteligência artificial, desenvolvimento científico-industrial e conectividade. É necessário adotar um não alinhamento pragmático no sistema multipolar. Atualmente, existe uma contradição evidente: países como Brasil, Chile e Peru têm na China seu principal parceiro comercial, mas mantêm o setor de segurança e defesa subordinado aos Estados Unidos sob o pretexto da guerra contra o narcotráfico. Superar essa ingerência é pré-requisito para a soberania regional.

CC: Se o cenário político nos EUA mudar em 2028, quais serão as consequências para o equilíbrio diplomático e ideológico na América Latina?

GL: É uma pergunta difícil de responder. Em primeiro lugar: quem ganha depois de Trump? Do lado dos republicanos, simplificando, acho que há dois grandes campos: de um lado, o perfil de J.D. Vance, mais MAGA puro, mais isolacionista e contrário às guerras dos EUA; de outro, o perfil neoconservador de Marco Rubio, do imperialismo mais clássico, com guerras e intervenções. Não gosto de nenhum dos dois projetos, mas em termos internacionais o de Vance talvez seja menos agressivo.

Do lado dos democratas, também há dois projetos muito diferentes: nas primárias tem avançado muito o que poderíamos chamar de “esquerda do Partido Democrata”, em reação ao establishment mais mainstream, que perdeu de forma terrível com a campanha de Kamala Harris.

De qualquer modo, o progressismo latino-americano não deve ter ilusões ingênuas com os democratas. Quando Biden assumiu após o primeiro mandato de Trump, pouco mudou nas políticas para a América Latina ou para Cuba. Devemos ter agenda própria e buscar boas relações, sem depositar falsas esperanças em quem assume o poder em Washington.

CC: No Equador, o combate ao crime organizado resultou na classificação de gangues locais como organizações terroristas e na realização de operações militares conjuntas com os EUA. Essa estratégia representa uma solução real ou um risco à soberania?

GL: É preciso entender que o Equador é atualmente o laboratório dessa política de instrumentalização da guerra contra o narcotráfico promovida pelos EUA para recolonizar o hemisfério. Esse modelo autoritário, apoiado por Washington, penetra nos aparelhos de segurança e na política nacional.

Quando o governo de Rafael Correa terminou, em 2017, tínhamos uma taxa de 5,8 homicídios por 100 mil habitantes, sendo um dos países mais seguros da América Latina. Em 2025, o Equador atingiu 51 homicídios por 100 mil habitantes, tornando-se o país mais violento do hemisfério. Isso resultou de programas neoliberais agressivos de austeridade promovidos com o Fundo Monetário Internacional, que cortaram recursos da segurança e extinguiram o Ministério do Interior e o Ministério da Justiça, levando o Estado a perder o controle das prisões.

As máfias do narcotráfico assumiram o controle do sistema carcerário e disputam os sete portos equatorianos no Pacífico para escoar a produção de cocaína da Colômbia.

CC: A candidata presidencial da Revolução Cidadã, Luísa Gonzáles, acabou de ser presa. Qual tem sido o argumento do governo Noboa para perseguir o maior partido da oposição e barrar essas candidaturas?

GL: As justificativas oficiais são sempre mantidas sob o manto de processos judiciais declarados “reservados” por suposta segurança nacional. Usam o lawfare com alegações genéricas, como irregularidades no financiamento de campanha, para impedir a nossa participação.

Trata-se de proscrever o maior partido político do Equador. Seria o equivalente a proibir o PT no Brasil ou o Partido Justicialista na Argentina. Luísa González disputou o segundo turno da eleição presidencial contra Daniel Noboa de forma extremamente competitiva, e o movimento Revolução Cidadã tem a maior bancada legislativa e o maior número de prefeituras do país.

Para contornar essa proibição nas próximas eleições, nossos candidatos tiveram de buscar abrigo na legenda de 18 partidos regionais diferentes. Vivemos um regime autoritário que mantém aparências pseudoeleitorais para disfarçar uma ditadura, respaldada diretamente por Washington e por Marco Rubio.

O ex-chanceler do Equador Guillaume Long classifica como um “dique democrático” a vitória do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), em meio à interferência dos Estados Unidos na eleição brasileira.

Professor e pesquisador sênior do Centro de Pesquisa Econômica e Política, em Washington, Long esteve no Brasil para acompanhar o processo eleitoral e concedeu uma entrevista exclusiva a CartaCapital. Uma das marcas de sua gestão no Ministério das Relações Exteriores foi um papel central nas negociações de paz entre o governo colombiano e a guerrilha do ELN em Quito, além da constante defesa do diálogo regional.

Na entrevista, também detalhou a escalada da violência e do neoliberalismo no Equador, país que auxiliou a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil. Leia os destaques:

CartaCapital: Do ponto de vista diplomático, que sinal a vitória de Lula envia à América Latina?

CartaCapital
Siga a Carta no Discover e receba as notícias que realmente importam.


Seguir no Google

Guillaume Long: É um sinal extremamente positivo e uma notícia de alcance global. Enfrentamos uma onda internacional de extrema-direita que se expande há anos, liderada por figuras como Donald Trump, mas com ramificações profundas na Europa e no Sul Global, inclusive em países do BRICS e na África Subsaariana, impulsionada pela teologia da prosperidade neopentecostal, pelo sionismo cristão e por pautas xenófobas.

A eleição no Brasil funciona como um dique democrático. Demonstrou que é possível vencer o fascismo por meio das urnas e de uma gestão orientada ao desenvolvimento socioeconômico. O governo Lula tem como marcas a redução da pobreza, a queda do desemprego e a saída do Brasil do Mapa da Fome. Do ponto de vista ambiental, o resultado reverteu o desmonte das regulações e a devastação da Amazônia, sobrepondo-se ao discurso violento, machista e racista da extrema-direita. Foi, em essência, um referendo sobre a democracia e a soberania nacional, unindo setores além do lulismo para rejeitar o autoritarismo e a subordinação geopolítica a Washington.

CC: Nos últimos dois anos a direita venceu sete eleições no continente. O regresso e a influência de Lula podem alterar essa tendência regional?

GL: Trata-se do fato eleitoral mais relevante para o campo progressista em anos. O Brasil tem centralidade demográfica e econômica indiscutível na América Latina, e a vitória de Lula interrompeu um ciclo de expansão da extrema-direita que parecia incontestável.

A extrema-direita no continente, articulada por figuras como Javier Milei na Argentina, Daniel Noboa no Equador, José Antonio Kast no Chile, Nayib Bukele em El Salvador e Abelardo de la Espriella na Colômbia, apostava abertamente na continuidade do bolsonarismo, respaldada de forma descarada pelo governo dos Estados Unidos e por nomes como Marco Rubio.

A vitória popular no Brasil rompeu a intimidação imperialista, enviou a mensagem de que a região recusa a condição de quintal dos EUA e alterou a dinâmica política para as próximas disputas eleitorais no continente.

CC: O campo progressista latino-americano, que já viveu a “onda rosa” nos anos 2000, pode articular um novo projeto comum ou as divisões impedem essa integração?

GL: Estamos distantes de uma nova onda rosa. O desafio imediato é a recuperação da institucionalidade democrática em países submetidos a regimes autoritários. Antes de projetar blocos ideológicos homogêneos, precisamos construir consensos pragmáticos de cooperação regional e autonomia estratégica, como ocorreu no passado inclusive com governos de centro-direita.

A integração deve focar em setores críticos: soberania energética, inteligência artificial, desenvolvimento científico-industrial e conectividade. É necessário adotar um não alinhamento pragmático no sistema multipolar. Atualmente, existe uma contradição evidente: países como Brasil, Chile e Peru têm na China seu principal parceiro comercial, mas mantêm o setor de segurança e defesa subordinado aos Estados Unidos sob o pretexto da guerra contra o narcotráfico. Superar essa ingerência é pré-requisito para a soberania regional.

CC: Se o cenário político nos EUA mudar em 2028, quais serão as consequências para o equilíbrio diplomático e ideológico na América Latina?

GL: É uma pergunta difícil de responder. Em primeiro lugar: quem ganha depois de Trump? Do lado dos republicanos, simplificando, acho que há dois grandes campos: de um lado, o perfil de J.D. Vance, mais MAGA puro, mais isolacionista e contrário às guerras dos EUA; de outro, o perfil neoconservador de Marco Rubio, do imperialismo mais clássico, com guerras e intervenções. Não gosto de nenhum dos dois projetos, mas em termos internacionais o de Vance talvez seja menos agressivo.

Do lado dos democratas, também há dois projetos muito diferentes: nas primárias tem avançado muito o que poderíamos chamar de “esquerda do Partido Democrata”, em reação ao establishment mais mainstream, que perdeu de forma terrível com a campanha de Kamala Harris.

De qualquer modo, o progressismo latino-americano não deve ter ilusões ingênuas com os democratas. Quando Biden assumiu após o primeiro mandato de Trump, pouco mudou nas políticas para a América Latina ou para Cuba. Devemos ter agenda própria e buscar boas relações, sem depositar falsas esperanças em quem assume o poder em Washington.

CC: No Equador, o combate ao crime organizado resultou na classificação de gangues locais como organizações terroristas e na realização de operações militares conjuntas com os EUA. Essa estratégia representa uma solução real ou um risco à soberania?

GL: É preciso entender que o Equador é atualmente o laboratório dessa política de instrumentalização da guerra contra o narcotráfico promovida pelos EUA para recolonizar o hemisfério. Esse modelo autoritário, apoiado por Washington, penetra nos aparelhos de segurança e na política nacional.

Quando o governo de Rafael Correa terminou, em 2017, tínhamos uma taxa de 5,8 homicídios por 100 mil habitantes, sendo um dos países mais seguros da América Latina. Em 2025, o Equador atingiu 51 homicídios por 100 mil habitantes, tornando-se o país mais violento do hemisfério. Isso resultou de programas neoliberais agressivos de austeridade promovidos com o Fundo Monetário Internacional, que cortaram recursos da segurança e extinguiram o Ministério do Interior e o Ministério da Justiça, levando o Estado a perder o controle das prisões.

As máfias do narcotráfico assumiram o controle do sistema carcerário e disputam os sete portos equatorianos no Pacífico para escoar a produção de cocaína da Colômbia.

CC: A candidata presidencial da Revolução Cidadã, Luísa Gonzáles, acabou de ser presa. Qual tem sido o argumento do governo Noboa para perseguir o maior partido da oposição e barrar essas candidaturas?

GL: As justificativas oficiais são sempre mantidas sob o manto de processos judiciais declarados “reservados” por suposta segurança nacional. Usam o lawfare com alegações genéricas, como irregularidades no financiamento de campanha, para impedir a nossa participação.

Trata-se de proscrever o maior partido político do Equador. Seria o equivalente a proibir o PT no Brasil ou o Partido Justicialista na Argentina. Luísa González disputou o segundo turno da eleição presidencial contra Daniel Noboa de forma extremamente competitiva, e o movimento Revolução Cidadã tem a maior bancada legislativa e o maior número de prefeituras do país.

Para contornar essa proibição nas próximas eleições, nossos candidatos tiveram de buscar abrigo na legenda de 18 partidos regionais diferentes. Vivemos um regime autoritário que mantém aparências pseudoeleitorais para disfarçar uma ditadura, respaldada diretamente por Washington e por Marco Rubio.

FONTE: Carta Capital

Share

Últimas notícias

Ação Popular pede suspensão de salário do senador Flávio Bolsonaro
Bolsonaro
Economistas propõem taxar ricos em vez de cortar gastos sociais
Bolsonaro
A fuga, os golpes e o futuro do bolsonarismo
Bolsonaro
Flávio retoma discurso golpista, ataca Moraes e nega que tenha avisado a Bolsonaro de fuga
Bolsonaro

You Might Also Like

Bolsonaro

Post de esposa expõe reencontro em Miami e reforça fuga de Ramagem

novembro 24, 2025
Bolsonaro

Agenda dos candidatos: Lula participa de ato em Porto Alegre; Flávio Bolsonaro vai ao Pará e ao Amazonas

outubro 19, 2026
Bolsonaro

TRE-DF recua e libera propaganda de Michelle com imagem de Bolsonaro

setembro 23, 2026
Bolsonaro

Perícia médica da PF diz que Bolsonaro tem hérnia e recomenda cirurgia

dezembro 19, 2025

Nação do Brasil

A Nação do Brasil é um Agregador de Notícias. Trazemos as últimas notícias de sites oficiais como Gov, Câmara dos Deputados e outros dos principais segmentos que movem essa enorme metrópoles chamada Brasil.

Seções

  • Assistir Copa do Mundo ao vivo
  • Biografias Personalidades
  • Bolsonaro
  • Canais: Aonde assistir Jogos de Futebol e Esportes
  • Concursos Públicos
  • Copa do Mundo 2026
  • Economia
  • Eleição para Presidente do Brasil 2026
  • Eleições
  • Inteligência Artificial
  • Jogos ao Vivo
  • Podcasts Presidenciáveis 2026
  • Política
  • The Voice Brasil

Últimas

Posição de Trump sobre resultado eleitoral no Brasil exige atenção, diz PT
Bolsonaro
Voo da fuga de Flávio Bolsonaro foi pago por intermediário a partir dos EUA
Bolsonaro

Adicione o App no celular para receber todas as notícias e resultados no seu celular!

Adicionar
Welcome Back!

Sign in to your account

Username or Email Address
Password

Lost your password?